Tudo o que ele fez foi calar-se
Enquanto eu falava
Depois que eu falei
Ele me olhou - com olhos tristes, devo dizer
Ele me olhou e calou.
Palavras não ditas que valem tanto
Palavras que não são palavras,
Palavras que são mangueiras d'água que lavam os sonhos.
Nunca me pareceu tão real
Nunca me pareceu tão dolorido o ditado
Aquele ditado "quem cala consente".
quarta-feira, março 02, 2011
sábado, fevereiro 26, 2011
A dor de perder. A dor de encontrar
Eu não queria precisar fingir que eu estou bem.
Eu não quero artifícios.
Eu quero minha vida de volta.
Uma vida que eu não sei quem roubou.
Sei que não aguento mais perder.
Perco pessoas. Perco coisas.
Perco e perdi o amor por mim.
Sinto que sou nada.
Sinto que sou ninguém.
Perdemos tanto.
Mas quando menos esperamos encontramos.
Algumas vezes acho que dói mais encontrar do que perder.
Eu não quero artifícios.
Eu quero minha vida de volta.
Uma vida que eu não sei quem roubou.
Sei que não aguento mais perder.
Perco pessoas. Perco coisas.
Perco e perdi o amor por mim.
Sinto que sou nada.
Sinto que sou ninguém.
Perdemos tanto.
Mas quando menos esperamos encontramos.
Algumas vezes acho que dói mais encontrar do que perder.
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
Das portas e das janelas
Eu nunca quis botar o pé na porta
Quero escancarar portões e janelas
Fazer você entrar por todos os lados
Inundar-me de você.
Os pés na porta são só seus, meu amor
Você não me deixa entrar
A fresta de segurança me permite apenas olhar
Olhar sem enxergar o que há dentro de você.
Suas visitas passam e minhas portas ficam cada vez mais invisíveis
Suas visitas passam e eu vejo cada vez menos você se aproximar.
É seu direito não deixar,
É seu direito não querer.
Mas quando você escolhe estar ao meu lado, entrar pela minha porta,
Eu espero que a sua esteja, ao menos, destrancada
Eu espero, ao menos, ouvir de você.
Quero escancarar portões e janelas
Fazer você entrar por todos os lados
Inundar-me de você.
Os pés na porta são só seus, meu amor
Você não me deixa entrar
A fresta de segurança me permite apenas olhar
Olhar sem enxergar o que há dentro de você.
Suas visitas passam e minhas portas ficam cada vez mais invisíveis
Suas visitas passam e eu vejo cada vez menos você se aproximar.
É seu direito não deixar,
É seu direito não querer.
Mas quando você escolhe estar ao meu lado, entrar pela minha porta,
Eu espero que a sua esteja, ao menos, destrancada
Eu espero, ao menos, ouvir de você.
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
O que é importante?
Pena que só eu gosto do que eu escrevo...
Aí vem o Fernando Pessoa e diz assim:
"O essencial da arte é exprimir; o que se exprime não interessa".
E agora?
Aí vem o Fernando Pessoa e diz assim:
"O essencial da arte é exprimir; o que se exprime não interessa".
E agora?
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
Minha Madder Red
Madder Red é uma música que fez muito a minha cabeça no ano passado.
Essa NÃO é a letra. Essa é uma adaptação. É algo que eu acho que ele deveria me dizer. É como eu vejo o que ele sente.
Even when my luck is down
You take joy in that our love grows
But if my vices are a burden
Please let me off
Because lately I've wronged you
And not been on your side, love
Maybe I have been dumb
Please don't ask me why
I turned away just when you wanted me
And I know that home is where you want me
There's not much for me there
I Never gave a thought to an honorable living
Always had sense enough to lie
It's getting hard to keep pretending I'm worth your time
Never gave a thought to an honorable living
Always had sense enough to lie
It's getting hard to keep pretending I'm worth your time
Because lately I've wronged you
And not been on your side, love
Maybe I have been dumb
Please don't ask me why
Seria honroso se ele dissesse. Se ele dissesse isso ou qualquer outra coisa. Pena que ele nunca vai ler o que eu escrevo.
Essa NÃO é a letra. Essa é uma adaptação. É algo que eu acho que ele deveria me dizer. É como eu vejo o que ele sente.
Even when my luck is down
You take joy in that our love grows
But if my vices are a burden
Please let me off
Because lately I've wronged you
And not been on your side, love
Maybe I have been dumb
Please don't ask me why
I turned away just when you wanted me
And I know that home is where you want me
There's not much for me there
I Never gave a thought to an honorable living
Always had sense enough to lie
It's getting hard to keep pretending I'm worth your time
Never gave a thought to an honorable living
Always had sense enough to lie
It's getting hard to keep pretending I'm worth your time
Because lately I've wronged you
And not been on your side, love
Maybe I have been dumb
Please don't ask me why
Seria honroso se ele dissesse. Se ele dissesse isso ou qualquer outra coisa. Pena que ele nunca vai ler o que eu escrevo.
Changes
Hoje estou tomando uma medida drástica. Uma medida que já deveria ter tomado há algum tempo.
Diz respeito à descrição do meu blog: "Eu Paradoxo. Apaixonada por viver, apaixonada por amar, apaixonada por sofrer".
Ok. Eu continuo um paradoxo, mas eu não quero mais ser apaixonada por sofrer. Eu quero que o sofrimento, que existe em muito momentos da vida, seja apenas inspirador, seja apenas passageiro, seja fugaz.
É isso.
Diz respeito à descrição do meu blog: "Eu Paradoxo. Apaixonada por viver, apaixonada por amar, apaixonada por sofrer".
Ok. Eu continuo um paradoxo, mas eu não quero mais ser apaixonada por sofrer. Eu quero que o sofrimento, que existe em muito momentos da vida, seja apenas inspirador, seja apenas passageiro, seja fugaz.
É isso.
terça-feira, fevereiro 22, 2011
Metade
Eu perco o chão, eu não acho as palavras
Eu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim
Eu perco a chave de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio
Onde será que você está agora?
(Adriana Calcanhoto)
Eu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim
Eu perco a chave de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio
Onde será que você está agora?
(Adriana Calcanhoto)
sábado, fevereiro 12, 2011
O meu próprio Pralaya
Eu e meus tempos... Estou me sentindo assim, alheia a tudo e a quase todos. Vivo um tempo em que nada acontece, e que eu gostaria que, cada vez mais, nada acontecesse.
As oportunidades aparecem, sim. As amigas telefonam. Os bons filmes estão nos cinemas. Os bebês nascem. E eu aqui, querendo mais e mais ficar dentro de mim.
Queria pedir que as pessoas me esquecessem. Que fingissem que eu estou viajando, feliz, satisfeita e realizada. E eu aqui dentro de mim.
Se morrer eu não vou mesmo, preciso de tempo para renascer e toda vez que eu saio de casa é um passo para trás que dou.
Não sei o que quero. Não tenho um objetivo a perseguir. Não tenho uma inspiração de vida. As coisas que eu acho que gosto, tenho medo de tentar, medo de me frustrar mais uma vez, medo de decepcionar e decepcionar sempre um pouco mais.
Autossabotagem. Conhece? Eu sim. Poderia fazer um mestrado nisso. O pior é que isso não me incomoda. Ela me dá mais tempo para ficar aqui dentro de mim. Sofrendo o meu tempo inerte, pensando em algo para me agarrar, achando algo para me agarrar, sendo fraca demais para tentar e, então, ficar aqui...
Minha psicanalista fala em vitimização. Eu concordo. É tão confortável. Eu tomo um comprimido e tudo passa. O sono vem. Nele eu não preciso saber quem sou. Acordada, eu me sinto obrigada. Só que eu simplesmente não sei.
As palavras que me eram tão fluidas (ou que eu achava que eram) agora só aparecem de um jeito cíclico, repetitivo, doente, maluco, esquizofrênico, paranóico. Talvez elas sempre tenham sido assim. E talvez elas continuem fluidas.
Às vezes eu me olho no espelho e não me reconheço. Não sei onde o olhar que vem do outro lado quer me levar. A realidade é que eu não tenho força para romper esse ciclo de existência morta, eu não tenho vontade. Só preciso ficar aqui dentro de mim.
As oportunidades aparecem, sim. As amigas telefonam. Os bons filmes estão nos cinemas. Os bebês nascem. E eu aqui, querendo mais e mais ficar dentro de mim.
Queria pedir que as pessoas me esquecessem. Que fingissem que eu estou viajando, feliz, satisfeita e realizada. E eu aqui dentro de mim.
Se morrer eu não vou mesmo, preciso de tempo para renascer e toda vez que eu saio de casa é um passo para trás que dou.
Não sei o que quero. Não tenho um objetivo a perseguir. Não tenho uma inspiração de vida. As coisas que eu acho que gosto, tenho medo de tentar, medo de me frustrar mais uma vez, medo de decepcionar e decepcionar sempre um pouco mais.
Autossabotagem. Conhece? Eu sim. Poderia fazer um mestrado nisso. O pior é que isso não me incomoda. Ela me dá mais tempo para ficar aqui dentro de mim. Sofrendo o meu tempo inerte, pensando em algo para me agarrar, achando algo para me agarrar, sendo fraca demais para tentar e, então, ficar aqui...
Minha psicanalista fala em vitimização. Eu concordo. É tão confortável. Eu tomo um comprimido e tudo passa. O sono vem. Nele eu não preciso saber quem sou. Acordada, eu me sinto obrigada. Só que eu simplesmente não sei.
As palavras que me eram tão fluidas (ou que eu achava que eram) agora só aparecem de um jeito cíclico, repetitivo, doente, maluco, esquizofrênico, paranóico. Talvez elas sempre tenham sido assim. E talvez elas continuem fluidas.
Às vezes eu me olho no espelho e não me reconheço. Não sei onde o olhar que vem do outro lado quer me levar. A realidade é que eu não tenho força para romper esse ciclo de existência morta, eu não tenho vontade. Só preciso ficar aqui dentro de mim.
sexta-feira, janeiro 28, 2011
Shopgirl
Uma pessoa pode ser um personagem de livro?
Sim, ela pode.
Há algum tempo eu falei do filme que assisti “Garota da Vitrine” e de como ele me marcou por ser uma cópia tão fiel da minha própria vida.
Como eu disse antes, o filme é baseado no livro “Shopgirl”, do Steve Martin e infelizmente não tem tradução para o português.
Eu estou com as minhas leituras atrasadas eternamente, então comecei a lê-lo há poucos dias.
Já posso dizer que esse caso não foge a regra e o livro está mostrando-se muito mais detalhado do que o filme (ah, jura?). Proporcionalmente vêm as minhas semelhanças com a Mirabelle e as semelhanças dele com o Ray Porter são assustadoras. Perturbadoras.
Gosto de muitas passagens do livro, mas peço permissão para transcrever aqui as que me foram mais significativas até agora. As que mostram como uma pessoa real pode ser/virar um personagem em alguns parágrafos.
“Extrapolating from Mirabelle’s wrist, he understands the terrain of her neck, he can imagine the valley of her breasts, and he knows that he can lose himself in her. He does not know his further intent with her, but he is not trying to get what he wants at any expense. If he thinks he would harm Mirabelle, he would back away. But he does not yet understand when and how people are hurt (....).
(...) These dinner dates, which function mainly to fill a vacumm of loneliness between the hours of 8 P.M. and 11 P.M., cause him more grief than a year of solitary confinement. (...) They are friendly evenings that sometimes end in bed. He incorrectly assumes that whatever is his understanding of the nature of one of these evenings, his date is thinking it, too, and he is deeply shocked and suorised when one or another of these women, whom he has seen over the past several months and with whom he has had several sexual encounters, actually believes they are a couple.
These experiences have caused him to think very hard about what he is doing and where he is going. And the result of all this thinking is that he now understands that he doesn’t know what he is doing or where he is going. His Professional life is fine, but romantically he is an adolescent, and he has begun an education in the subject that is thirty years overdue.
(...) He believes that in these affair [com a Mirabelle], what is given back and forth will be exactly even, and that they will both see the benefits they are receiving. But because he picked Mirabelle out by sight alone, he fails to see that her fragility, which he smelled and sensed and is lured by, runs deep in her heart and is part of her nature, and cannot be separated out for him to fuck”.
Uau. Que medo.
Sim, ela pode.
Há algum tempo eu falei do filme que assisti “Garota da Vitrine” e de como ele me marcou por ser uma cópia tão fiel da minha própria vida.
Como eu disse antes, o filme é baseado no livro “Shopgirl”, do Steve Martin e infelizmente não tem tradução para o português.
Eu estou com as minhas leituras atrasadas eternamente, então comecei a lê-lo há poucos dias.
Já posso dizer que esse caso não foge a regra e o livro está mostrando-se muito mais detalhado do que o filme (ah, jura?). Proporcionalmente vêm as minhas semelhanças com a Mirabelle e as semelhanças dele com o Ray Porter são assustadoras. Perturbadoras.
Gosto de muitas passagens do livro, mas peço permissão para transcrever aqui as que me foram mais significativas até agora. As que mostram como uma pessoa real pode ser/virar um personagem em alguns parágrafos.
“Extrapolating from Mirabelle’s wrist, he understands the terrain of her neck, he can imagine the valley of her breasts, and he knows that he can lose himself in her. He does not know his further intent with her, but he is not trying to get what he wants at any expense. If he thinks he would harm Mirabelle, he would back away. But he does not yet understand when and how people are hurt (....).
(...) These dinner dates, which function mainly to fill a vacumm of loneliness between the hours of 8 P.M. and 11 P.M., cause him more grief than a year of solitary confinement. (...) They are friendly evenings that sometimes end in bed. He incorrectly assumes that whatever is his understanding of the nature of one of these evenings, his date is thinking it, too, and he is deeply shocked and suorised when one or another of these women, whom he has seen over the past several months and with whom he has had several sexual encounters, actually believes they are a couple.
These experiences have caused him to think very hard about what he is doing and where he is going. And the result of all this thinking is that he now understands that he doesn’t know what he is doing or where he is going. His Professional life is fine, but romantically he is an adolescent, and he has begun an education in the subject that is thirty years overdue.
(...) He believes that in these affair [com a Mirabelle], what is given back and forth will be exactly even, and that they will both see the benefits they are receiving. But because he picked Mirabelle out by sight alone, he fails to see that her fragility, which he smelled and sensed and is lured by, runs deep in her heart and is part of her nature, and cannot be separated out for him to fuck”.
Uau. Que medo.
domingo, janeiro 09, 2011
Ensaio sobre o meu ciúme
Passei um bom tempo sem sentir ciúme de nada e de ninguém.
Hoje a situação é outra. Essa coisinha me corrói de uma forma que faz meu coração bater mais rápido, faz minhas mãos tremerem e minha respiração ficar mais difícil.
O ciúme é aquela ideia fantasiosa que não sai da cabeça por nada do mundo, que me faz ter pensamentos ruins. A imaginação vai a mil por hora para um lugar onde ele está com outra pessoa.
Quando se é paranóica (como eu sou) o sentimento é pior, porque tem-se uma suspeita, que no mundo da caraminholação não é só uma suspeita: é a certeza absoluta.
Aí, é claro, a tecnologia só tem coisas para colaborar (ou para ferrar tudo de vez). O twitter da vagabunda (e feia, óbvio) é uma arma perigosa. No mundo dos sonhos, quando procura-se chifre em cavalo, os unicórnios sempre aparecem. Um único tweet vira a prova cabal e nada tira da minha cabeça que ele tem outro alguém. Alguém com uma vantagem tremenda sobre mim: ela está lá. Está bem pertinho dele e eu estou aqui tão longe. Tantos quilômetros nos separando.
Só de lembrar do rosto dela (porque você a conhece), a visão já fica turva.
A intimidade deles é brutal. Ela conhece tudo, a família toda. E eu passo tempos e tempos sonhando acordada com o dia em que ele me levará lá, me apresentará a todos e eu poderei ver com meus próprios olhos a magia que a genética fez ali.
O gosto amargo do ciúme não é nada agradável. É triste. É persistente, insistente. É incurável. Não há nada que se possa fazer. Não há consolo. Há apenas aquela pá que cava incansavelmente e que ao invés de terra, vai jogando fora minha fome, minha vida, meu ar, minha energia, minha vitalidade e minha saúde.
Hoje a situação é outra. Essa coisinha me corrói de uma forma que faz meu coração bater mais rápido, faz minhas mãos tremerem e minha respiração ficar mais difícil.
O ciúme é aquela ideia fantasiosa que não sai da cabeça por nada do mundo, que me faz ter pensamentos ruins. A imaginação vai a mil por hora para um lugar onde ele está com outra pessoa.
Quando se é paranóica (como eu sou) o sentimento é pior, porque tem-se uma suspeita, que no mundo da caraminholação não é só uma suspeita: é a certeza absoluta.
Aí, é claro, a tecnologia só tem coisas para colaborar (ou para ferrar tudo de vez). O twitter da vagabunda (e feia, óbvio) é uma arma perigosa. No mundo dos sonhos, quando procura-se chifre em cavalo, os unicórnios sempre aparecem. Um único tweet vira a prova cabal e nada tira da minha cabeça que ele tem outro alguém. Alguém com uma vantagem tremenda sobre mim: ela está lá. Está bem pertinho dele e eu estou aqui tão longe. Tantos quilômetros nos separando.
Só de lembrar do rosto dela (porque você a conhece), a visão já fica turva.
A intimidade deles é brutal. Ela conhece tudo, a família toda. E eu passo tempos e tempos sonhando acordada com o dia em que ele me levará lá, me apresentará a todos e eu poderei ver com meus próprios olhos a magia que a genética fez ali.
O gosto amargo do ciúme não é nada agradável. É triste. É persistente, insistente. É incurável. Não há nada que se possa fazer. Não há consolo. Há apenas aquela pá que cava incansavelmente e que ao invés de terra, vai jogando fora minha fome, minha vida, meu ar, minha energia, minha vitalidade e minha saúde.
domingo, novembro 28, 2010
Auto Medicação
Eu falo de minhas tristezas e o Xixa me vem com:
"Suas pequenas cápsulas de decepção que você fabrica com tanto carinho pra você mesma".
Ninguém sabe me definir melhor que ele. Ninguém.
"Suas pequenas cápsulas de decepção que você fabrica com tanto carinho pra você mesma".
Ninguém sabe me definir melhor que ele. Ninguém.
quinta-feira, novembro 25, 2010
Rimas pobres para um coração parado
Aqui jaz um coração
Batia alucinado dentro do peito
Sem enxergar nenhum defeito
Tinha só amor e adoração
Deu uma virada em sua vida pacata
Quando achou alguém para gostar
Transformou-se em acrobata
Para conseguir se controlar
O vai e vem de seu amor
De acrobata a trapezista
Bem rapidamente o transformou
Segurava um trapézio que sumia sem deixar pista
Chegou, então, o dia fatídico
Sem mais explicações
Seu apoio fez-se fluídico
Evaporou
Deixou um buraco
Um rombo
Um tambor que agora batia fraco
Chorou, soluçou, despedaçou
O tempo passou e não curou
A doença se espalhou
Batia desequilibrado dentro do peito
Com cadência cada vez menor
Aceitou de bom grado a tranquilidade do seu leito
Leito que acabou com toda aquela dor
Batia alucinado dentro do peito
Sem enxergar nenhum defeito
Tinha só amor e adoração
Deu uma virada em sua vida pacata
Quando achou alguém para gostar
Transformou-se em acrobata
Para conseguir se controlar
O vai e vem de seu amor
De acrobata a trapezista
Bem rapidamente o transformou
Segurava um trapézio que sumia sem deixar pista
Chegou, então, o dia fatídico
Sem mais explicações
Seu apoio fez-se fluídico
Evaporou
Deixou um buraco
Um rombo
Um tambor que agora batia fraco
Chorou, soluçou, despedaçou
O tempo passou e não curou
A doença se espalhou
Batia desequilibrado dentro do peito
Com cadência cada vez menor
Aceitou de bom grado a tranquilidade do seu leito
Leito que acabou com toda aquela dor
sexta-feira, novembro 19, 2010
Cheiro Guardado
Me perguntam o que é difícil
O que é difícil pra você?
Difícil é gostar e estar longe
Sentir o cheiro sem a pele
Acordar sozinha, mas no sonho estar com ele
Coisas difíceis vêm e vão
Seguem a música, ou não
Mas a constante da falta
Sangra meu coração
Partes boas as dificuldades têm também
Quando desenrola
As recompensas chegam de trem
De carro
De avião
E o beijo doce tira o gosto amargo da doída solidão.
O que é difícil pra você?
Difícil é gostar e estar longe
Sentir o cheiro sem a pele
Acordar sozinha, mas no sonho estar com ele
Coisas difíceis vêm e vão
Seguem a música, ou não
Mas a constante da falta
Sangra meu coração
Partes boas as dificuldades têm também
Quando desenrola
As recompensas chegam de trem
De carro
De avião
E o beijo doce tira o gosto amargo da doída solidão.
quarta-feira, novembro 17, 2010
A falta que ele me faz
Voltar de Ilhabela com trânsito foi legal para desenterrar meus cds antigos. Eu costumava compilar tudo quanto é tipo de música em um único cd para guardá-lo e por alguns anos eles ficaram esquecidos.
Como há pouco tempo fiz uma limpeza no meu quarto, que passou por uma pequena reforma, eu estava com meu case a mão e o levei para a viagem.
Mesmo com muitas horas de estrada, não consegui ouvir tudo e estou dando continuidade à missão no meu horário de trânsito na cidade mesmo. Olha, é muita coisa. Mas eu nem sei porque eu estou falando isso, não é sobre isso que eu vim escrever.
A música é só um pretexto para eu divagar. Divagar sobre a vida e sobre o que eu sinto.
Eu sinto um coração apertado que me dá vida. Eu sinto uma saudade de anos, sendo que se passaram menos de dois dias inteiros. Eu sinto aquela vontade de estar junto o tempo inteiro. Eu sinto a necessidade de acordar, comer, viver, dormir e morrer junto. E tudo isso é tão estranho. É tão unilateral.
Mas ao mesmo tempo, a pessoa se mostra carinhosa, atenciosa e amorosa. O tipo de relacionamento que ela mantém é totalmente diferente de tudo que eu já vi, que eu já vivi.
Nunca consegui manter alguém na minha vida sem me apegar. Será que um dia eu vou aprender a dar atenção só aos momentos felizes?
Acabei de ouvir Say Goodbye, do Dave Mathew’s e lembrei que eu NUNCA consegui fazer esse tipo de coisa. Queria conseguir.
Na verdade, eu só queria não sentir falta dele. Só.
Como há pouco tempo fiz uma limpeza no meu quarto, que passou por uma pequena reforma, eu estava com meu case a mão e o levei para a viagem.
Mesmo com muitas horas de estrada, não consegui ouvir tudo e estou dando continuidade à missão no meu horário de trânsito na cidade mesmo. Olha, é muita coisa. Mas eu nem sei porque eu estou falando isso, não é sobre isso que eu vim escrever.
A música é só um pretexto para eu divagar. Divagar sobre a vida e sobre o que eu sinto.
Eu sinto um coração apertado que me dá vida. Eu sinto uma saudade de anos, sendo que se passaram menos de dois dias inteiros. Eu sinto aquela vontade de estar junto o tempo inteiro. Eu sinto a necessidade de acordar, comer, viver, dormir e morrer junto. E tudo isso é tão estranho. É tão unilateral.
Mas ao mesmo tempo, a pessoa se mostra carinhosa, atenciosa e amorosa. O tipo de relacionamento que ela mantém é totalmente diferente de tudo que eu já vi, que eu já vivi.
Nunca consegui manter alguém na minha vida sem me apegar. Será que um dia eu vou aprender a dar atenção só aos momentos felizes?
Acabei de ouvir Say Goodbye, do Dave Mathew’s e lembrei que eu NUNCA consegui fazer esse tipo de coisa. Queria conseguir.
Na verdade, eu só queria não sentir falta dele. Só.
sexta-feira, outubro 22, 2010
What I Wouldn't Do
A Fine Frenzy!
.
If we were children I would bake you a mud pie
Warm and brown beneath the sun
Never learned to climb a tree but I would try
Just to show you what I'd done
Oh what I wouldn't do
If I had you, babe, I had you
Oh what I wouldn't do
If I had you, babe
If I were old, my dearest, you would be older
But I would crawl upon your lap
Wrap a blanket ‘round our frail little shoulders
And I'd die happily like that
Oh what I wouldn't do
If I had you, babe, I had you
Oh what I wouldn't do
If I had you, babe, if I had you
So lace your hands ‘round the small of my back and I will kiss you like a king
I will be your bride, I'll keep you warm at night
I will sing, I will sing
It was now and we were both in the same place
Didn't know how to say the words
With my heart ticking like a bomb in a birdcage
I left before someone got hurt
Oh what I wouldn't do
If I had you, babe, I had you
Oh what I wouldn't do
If I had you, babe, if I had you
.
.
If we were children I would bake you a mud pie
Warm and brown beneath the sun
Never learned to climb a tree but I would try
Just to show you what I'd done
Oh what I wouldn't do
If I had you, babe, I had you
Oh what I wouldn't do
If I had you, babe
If I were old, my dearest, you would be older
But I would crawl upon your lap
Wrap a blanket ‘round our frail little shoulders
And I'd die happily like that
Oh what I wouldn't do
If I had you, babe, I had you
Oh what I wouldn't do
If I had you, babe, if I had you
So lace your hands ‘round the small of my back and I will kiss you like a king
I will be your bride, I'll keep you warm at night
I will sing, I will sing
It was now and we were both in the same place
Didn't know how to say the words
With my heart ticking like a bomb in a birdcage
I left before someone got hurt
Oh what I wouldn't do
If I had you, babe, I had you
Oh what I wouldn't do
If I had you, babe, if I had you
.
quarta-feira, outubro 20, 2010
Transparências
Algumas coisas acontecem na vida da gente e fazem com que tudo mude muito rápido, né? Eu sou mestra nessa sensação.
Cá estava eu, dominada por um sentimento matador e aí “re”aparece alguém para me deixar paranóica.
Dessa vez eu posso afirmar, com todas as letras em maiúscula, que isso NUNCA ME ACONTECEU ANTES. Estou meio perdida, mas totalmente ciente. Com medo, mas ansiosa. Apreensiva, mas afobada. E se eu fizer tudo errado? Quero andar por um terreno desconhecido, mas 100% familiar.
Não posso ser clara, mas não posso fazer mistério. Quero que ela saiba, que ela confie, que ela acredite, mas não sei como fazer isso. Não posso ser direta, porque tenho medo de perdê-la. Sei que essa pessoa irá me dar algo que eu nunca tive antes e eu não estou muito certa de como minha vida será depois disso. Quero correr o risco.
Mas aí é uma briga infinita, porque uma parte de mim diz que eu tenho que desencanar do depois, e a outra fala que ponderar é o melhor... com isso eu vou seguindo tentando me controlar, tentando me mostrar, tentando conquistar...
Cá estava eu, dominada por um sentimento matador e aí “re”aparece alguém para me deixar paranóica.
Dessa vez eu posso afirmar, com todas as letras em maiúscula, que isso NUNCA ME ACONTECEU ANTES. Estou meio perdida, mas totalmente ciente. Com medo, mas ansiosa. Apreensiva, mas afobada. E se eu fizer tudo errado? Quero andar por um terreno desconhecido, mas 100% familiar.
Não posso ser clara, mas não posso fazer mistério. Quero que ela saiba, que ela confie, que ela acredite, mas não sei como fazer isso. Não posso ser direta, porque tenho medo de perdê-la. Sei que essa pessoa irá me dar algo que eu nunca tive antes e eu não estou muito certa de como minha vida será depois disso. Quero correr o risco.
Mas aí é uma briga infinita, porque uma parte de mim diz que eu tenho que desencanar do depois, e a outra fala que ponderar é o melhor... com isso eu vou seguindo tentando me controlar, tentando me mostrar, tentando conquistar...
domingo, outubro 10, 2010
Trilogia
Era uma trilogia. Ele disse que daria a ela um livro de cada vez, para que ela não o abandonasse.
Deu o primeiro. Ela se apaixonou. Não pelo presente, mas por ele.
Deu os outros dois algum tempo depois e foi embora.
No fim, quem foi abandonada foi ela. E toda vez que ela olha aqueles dois volumes, ainda não lidos, na prateleira, ela chora.
Deu o primeiro. Ela se apaixonou. Não pelo presente, mas por ele.
Deu os outros dois algum tempo depois e foi embora.
No fim, quem foi abandonada foi ela. E toda vez que ela olha aqueles dois volumes, ainda não lidos, na prateleira, ela chora.
Tatuagem
Doía demais. Doía tanto que a dor de uma tatuagem era nada. Por isso, ela tatuava. Queria se riscar inteira. Cada letra, um alivio. Cada letra, uma lágrima a menos de saudade. Uma lágrima a menos por ver que acabou. Uma lágrima a menos por constatar que o momento passou, que ele foi embora e levou com ele as promessas, os galanteios, o riso, o coração batendo mais forte.
Ela agora acreditava que a dor era apenas a dor de sua pele sendo cortada, a dor era daquele corpo estranho colorido entrando na sua carne. A verdade era outra, mas ela ainda preferia acreditar nisso e tatuava.
Ela agora acreditava que a dor era apenas a dor de sua pele sendo cortada, a dor era daquele corpo estranho colorido entrando na sua carne. A verdade era outra, mas ela ainda preferia acreditar nisso e tatuava.
Garota da Vitrine
Timing é tudo.
Eu já havia assistido o filme de 2006, Garota da Vitrine, baseado no livro "Shopgirl", de Steve Martin. Na época não me causou nenhum efeito.
Revi o filme hoje. Seu efeito foi devastador.
A história é de uma garota que leva uma vida monótona e porque não dizer, triste. Ela conhece dois homens completamente diferentes e totalmente improváveis e daí a trama se desenvolve.
Na primeira vez que eu assisti, gostei do fim, que hoje me fez chorar e desejar que a vida fosse diferente. Queria que a vida fosse bem diferente...
"Certas noites, sozinho, ele pensa nela. E certas noites, sozinha, ela pensa nele. Certas noites, isso acontece ao mesmo tempo, e Ray e Mirabelle se relacionam sem saber. Mas Mirabelle agora sentindo o calor do primeiro amor correspondido, foi se afastando dele e quanto mais Jeremy oferece seu coração, Mirabelle oferece a ele tudo na mesma proporção.
...
Ao ver Mirabelle se afastar, Ray Porter sentiu uma perda. 'Como é possível?', pensou ele, sofrer por uma mulher que ele manteve a distância. Para não sentir a falta dela quando ela fosse embora. Só entao percebeu o quanto querer só uma parte dela, e não ela inteira fez os dois sofrerem. E como não podia justificar seus atos, exceto por a vida ser assim."
Eu já havia assistido o filme de 2006, Garota da Vitrine, baseado no livro "Shopgirl", de Steve Martin. Na época não me causou nenhum efeito.
Revi o filme hoje. Seu efeito foi devastador.
A história é de uma garota que leva uma vida monótona e porque não dizer, triste. Ela conhece dois homens completamente diferentes e totalmente improváveis e daí a trama se desenvolve.
Na primeira vez que eu assisti, gostei do fim, que hoje me fez chorar e desejar que a vida fosse diferente. Queria que a vida fosse bem diferente...
"Certas noites, sozinho, ele pensa nela. E certas noites, sozinha, ela pensa nele. Certas noites, isso acontece ao mesmo tempo, e Ray e Mirabelle se relacionam sem saber. Mas Mirabelle agora sentindo o calor do primeiro amor correspondido, foi se afastando dele e quanto mais Jeremy oferece seu coração, Mirabelle oferece a ele tudo na mesma proporção.
...
Ao ver Mirabelle se afastar, Ray Porter sentiu uma perda. 'Como é possível?', pensou ele, sofrer por uma mulher que ele manteve a distância. Para não sentir a falta dela quando ela fosse embora. Só entao percebeu o quanto querer só uma parte dela, e não ela inteira fez os dois sofrerem. E como não podia justificar seus atos, exceto por a vida ser assim."
segunda-feira, outubro 04, 2010
Devolve Moço
Ana Cañas - DEVOLVE, MOçO (Clipe Oficial) from ana on Vimeo.
Existe aqui uma mulher
Uma bruxa, uma princesa
Uma diva, que beleza!
Escolha o que quiser
Mas ande logo
Vá depressa
Nem se atreva
A pensar muito
O meu universo
Ainda despreza
Quem não sabe
O que quer...
.
Meu coração
Eu pus no bolso
Mas apareceu um moço
Que tirou ele dali
Não!
Isso não é engraçado
Um coração, assim, roubado
Bate muito acelerado...
.
Devolve, moço
Devolve, moço
O meu coração
No bolso...
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