sábado, setembro 13, 2008

Dentro de mim

Que vontade de viver dentro de mim. Somente dentro dos meus sentimentos, das minhas viagens, com meus personagens e meus tempos e minhas épocas. Tudo trocado dentro de mim. Apenas eu seria eu mesma. A música que ouço também. Talvez.

Talvez o mundo de hoje já não tenha mais graça. Como pode um único livro mexer tanto com uma vida, com um sentimento? Talvez seja por isso que ela é considerada uma das melhores romancistas inglesas de todos os tempos – Jane Austen.

Eu já havia visto o filme “Orgulho & Preconceito”. Já achava tudo lindo, mas o livro me trouxe outra luz, ou melhor, me colocou nas trevas. Não consigo mais pensar em outra coisa, sonhar com outra coisa, sentir outra coisa. Quero ser aquela Elizabeth Bennet. Quero ter aquele Fitzwilliam Darcy. Quero andar por aqueles cenários e ouvir aquelas músicas.

Mas, os tempos são outros. Os homens são outros. Aquelas casas hoje são museus. Aquelas músicas são trilhas sonoras. Eu sou outra. Talvez, realmente, eu já tenha sido aquela. Mas hoje sou outra.

E é por isso que agora eu queria viver dentro de mim. Dentro dos meus sonhos e dentro desse amor platônico vivido no meu quarto – no meu mundo de personagens imaginários e atemporais.
...
A vida agora parece estar toda errada e eu não quero mais. Não quero. Quero achar um Mr. Darcy. Dentro de mim. Nos meus sentimentos. Nos meus sonhos.