sábado, julho 03, 2010

just another broken heart...

Quando um coração quebra é duro de colar de volta. Acabo de quebrar o meu e o de mais alguém.

Está doendo demais e eu acho que esse texto corre o risco de ficar totalmente sem sentido.

Foram quase 5 anos. Confesso que os dois últimos já estavam meio, digamos... estranhos. Eu não poderia mais continuar enganando alguém que me ama tanto. O amor que eu sinto por ele não é o mesmo que ele sente por mim.

Eu não sei o que ele está pensando agora. Nem sei se é bom eu saber. Tenho tanto medo de fazê-lo sofrer. Por que as coisas têm que ser tão duras? Por que o amor não muda para as duas pessoas ao mesmo tempo? Afinal, por que o amor muda?

Queria tanto amá-lo para sempre. Queria desejar o nosso casamento, os nossos filhos... mas eu não desejo.

Minha casa se tornará o inferno. Minha mãe (sim, minha mãe) já me odeia. Quando dei a notícia a ela, as lágrimas que já estavam no meu rosto não a impediram de me olhar com raiva.

Ela fez as escolhas erradas e do alto dos seus 50 e tantos anos ela vê que eu também estou fazendo. Será? Eu não podia pagar para ver. Simplesmente não podia. Não era justo nem comigo, nem com ele.

Fui muito feliz. Mesmo. Não consigo entender porque a felicidade acabou. O que aconteceu de errado? Alguém me explica?

Estou me sentindo péssima e já nem sei porque estou escrevendo, já nem sei o que eu estou escrevendo.

Não terminei tudo por causa de outra pessoa. Terminei tudo porque esse é o meu momento, porque sou egoísta, porque eu não poderia mais dar a ele o que ele precisa, o que ele merece. Já não podia antes... agora então...

Espero que ele me perdoe. Espero que eu me perdoe. Espero que no dia que eu estiver infeliz que eu não ache que a infelicidade é por causa de uma escolha errada. Espero que ele veja – de maneira bem rápida – que ninguém é insubstituível. Espero que ele me substitua por alguém que saiba valorizar o que eu não valorizei.

terça-feira, maio 11, 2010

Dica

Roubei do Agora que Sou Rica:

Survival Secret:

it gets worse before better - try not to panic.

Caiu como uma luva.

quinta-feira, abril 08, 2010

Minha estrela

"Gave my love to a shooting star, but he moves so fast that I can't keep up. I'm chasing. I'm in love with a shooting star, but he moves so fast. When he falls down I'll be waiting".

terça-feira, março 30, 2010

sexta-feira, setembro 18, 2009

Saudade

"É impossível me livrar das saudades porque é impossível se livrar da memória. Você não pode se livrar daquilo que amou".

Pedro Juan Gutiérrez, Trilogia suja de Havana.

terça-feira, setembro 15, 2009

Armistice

Phoenix

Dahlias they come from me
A promise to get well
That ain't working thinking that you're no good
Don't worry no I'm not the kind that kiss and tell

No dahlias and cherry-trees
I don't recall them anyway
Some lovers know it ain't gonna wear out
to each his own the same
Look what you wasted

When the lights are cutting out
and I come down in your room
Our daily compromise
It is written in your signed armistice

And when the lights are cutting out
And I come down in your room
Well, well decide as always
Here is your signed armistice

It's time to follow, not to heat it up
Requesting this plane is a propeller
In the middle of the course when ambitions are low
Head-on close, hang on before you lose control

The octagon logo had to rip it up
The semaphore message on your lips
Some lovers know it ain't gonna wear out
To each his own the same
What esle is wasted?

When the lights are cutting out
and I come down in your room
Our daily compromise
It is written in your signed armistice

And when the lights are cutting out
And I come down in your room
Well, well decide as always
Here is your signed armistice

For lovers in a rush
For lovers always
Foreign lovers in a rush
Keeping promises
For lovers in a rush
For lovers always

quarta-feira, setembro 09, 2009

Quebrando a cabeça

Uma amiga minha está passando por uma situação um tanto curiosa (hahaha) que me fez pensar um bocado. Decidi colocar tudo aqui para colher informações e opiniões.

Essa minha amiga tem namorado, mas o relacionamento deles já não é o mesmo e, de certa forma, tornou-se “aberto” – ela tem saído com outros caras, ele não.

Acontece que ela tem um ex que estava rondando, super querendo um revival, instigando pacas... até que ele veio com umas de que não ia rolar, porque ela tem namorado, que ele não está querendo fazer com os outros o que ele não queria que fizessem com ele... e todo esse papo altruísta escrupuloso. Detalhe, ele nem conhece o cara.

Até aí, tudo bem. Apesar de não concordar, porque o relacionamento é dela e ela faz o que ela quer, e porque tudo o que ela quer é curtir sem outros compromissos...

Mas o tal carinha, quando bebe todas, liga pra ela de madrugada afim da pegada. Não rolou nada ainda por desencontro mesmo e porque ela está ficando de saco cheio dele e resolveu nem atender mais, já que todo dia seguinte ele vem cheio de querer dar lição de moral e dizer que ela tem que resolver a situação dela, que ele não vai compactuar com o que ele acha errado e todo esse blá blá blá hipócrita...

Para ela, e para mim, toda essa história de altruísmo é mesmo um papo furado, afinal quando ele se liberta da falsa moral e bons costumes ele liga pra ela.

E é aí que mora minha dúvida. A pessoa que fica breaca tem seus reais sentimentos e convicções (escondidos por covardia inconsciente) aflorados e cria coragem para assumi-los ou simplesmente perde a noção daquilo que realmente acredita e sai fazendo tudo o que dá na telha?

Vale dizer que não é a conduta dela que está em discussão, ok?

Obrigada!!

Digital Love

Daft Punk

Last night I had a dream about you
In this dream I'm dancing right beside you
And it looked like everyone was having fun
A kind of feeling I've waited so long

Don't stop come a little closer
As we jam the rythm gets stronger
There's nothing wrong with just a little little fun
We were dancing all night long

The time is right to put my arms around you
You're feeling mine
You wrap your arms around too
But suddenly I feel the shining sun
Before I knew it this dream was all gone

Ooh I don't know what to do
About this dream and you
I wish this dream comes true

Ooh I don't know what to do
About this dream and you
We'll make this dream come true

Why don't you play the game?
Why don't you play the game?

terça-feira, agosto 18, 2009

Sem limites

Eu me choquei muito com o No Limite. Eu não tinha assistido nenhum capítulo, só vi a chamada do Zeca (btw, meu primo de milésimo grau) no Fantástico dizendo que a prova seria pior do que "só" olhos de cabra e nem me incomodei em assistir.

Quando cheguei no trabalho na segunda, a menina que fica comigo na recepção estava assistindo com fone de ouvido e me disse que eram ovos gelados. Simplesmente não entendi porque quem estava comendo estava tendo ânsia de vômito. Só depois que caiu a ficha dela, ela me contou que dentro dos ovos os pobres pintinhos já estavam quase prontos... Eu tinha acabado de almoçar e quase coloquei tudo para fora.

Isso foi uma afronta para com a humanidade. Um ato sub-humano. Triste. Eu teria me eliminado na mesma hora. Você comer um peixe vivo diante das câmeras já é o cúmulo. Nem naquele programa A Prova de Tudo do Discovery o cara não passa por essas, e olha que ele está simulando que está perdido e isolado de tudo.

O mundo não se choca mais e por isso as mídias apelam cada vez mais. O amor e a beleza não têm mais graça, a brincadeira não é divertida se não é repugnante, como aquele programa do Vilhena. Os medos e os limites de cada pessoa não são mais assuntos particulares... é a degradação, gente. Repito, é o fim da humanidade. É triste.

segunda-feira, agosto 17, 2009

Without You Im Nothing

Strange infatuation seems to grace the evening tide.
I'll take it by your side.
Such imagination seems to help the feeling slide.
I'll take it by your side.
Instant correlation sucks and breeds a pack of lies.
I'll take it by your side.
Oversaturation curls the skin and tans the hide.
I'll take it by your side.

tick - tock
tick - tick - tick - tick - tick - tock

I'm unclean, a libertine
And every time you vent your spleen,
I seem to lose the power of speech,
Your slipping slowly from my reach.
You grow me like an evergreen,
You never see the lonely me at all

I...
Take the plan, spin it sideways.
I...
Fall.
Without you, I'm Nothing.
Without you, I'm nothing.
Without you, I'm nothing.
Take the plan, spin it sideways.
Without you, I'm nothing at all.

sexta-feira, julho 17, 2009

Venha me beijar, meu doce vampiro

Meus preconceitos me fizeram morder a língua mais uma vez. Desta tem até gostinho de sangue!

Justo eu que não estava nada afim de assistir “Crepúsculo”. Eu assisti. E me apaixonei pelo tal Edward Cullen. E só o fato de a protagonista chamar Isabella me deixa um pouco mais psicopata...

O filme me fez lembrar que há tempos a sensualidade vampiresca me atrai. Acho que assisti “O Drácula de Bram Stocker” quando tinha uns 11 ou 12 anos. Eu fiquei doente. TUDO era “O Drácula”. Até nas redações do colégio eu incorporava algum elemento relativo a ele.

Alguns anos depois foi a vez do “Entrevista com o Vampiro”. Amei o malvado Lestat do Tom Cruise muito mais do que o bonzinho Louis do Brad Pitt.

A fase passou, mas hoje ela volta e para não ficar dando trela às maluquices da minha cabeça, eu estou me segurando e não vou ler os livros da série... imagino que se eu fizer isso, se eu ceder e ler “Crepúsculo”, vou perder todos os meus amigos normais de tanto falar de vampiros!

Mas, como o assunto ainda é esse eu posso dizer que tenho escutado muito a trilha sonora de um outro filme (nada vampiresco) – “Romeu + Julieta” e a primeira faixa é a “#1 Crush” do Garbage é perfeita para "Crepúsculo". Se eu fosse a diretora do filme, eu iria fazer de tudo para colocar essa música nele.



"#1 Crush" - Garbage

I would die for you
I would die for you
I've been dying just to feel you by my side
To know that you're mine

I will cry for you
I will cry for you
I will wash away your pain with all my tears
And drown your fear

I will pray for you
I will pray for you
I will sell my soul for something pure and true
Someone like you

See your face every place that I walk in
Hear your voice every time I am talking
You will believe in me
And I will never be ignored

I will burn for you
Feel pain for you
I will twist the knife and bleed my aching heart
And tear it apart

I will lie for you
Beg and steal for you
I will crawl on hands and knees until you see
You're just like me

Violate all The love that I'm missing
Throw away all the pain that I'm living
You will believe in me
And I can never be ignored

I would die for you
I would kill for you
I will steal for you
I'd do time for you
I would wait for you
I'd make room for you
I'd sail ships for you
To be close to you
To be a part of you
'Cause I believe in you
I believe in you
I would die for you.

quinta-feira, julho 09, 2009

Um ciclo para toda vida

"Always the same for me. Break up, break down. Drunk up, fool around. Meet one guy, then another, fuck around. Forget the one and only. Then after a few months of total emptiness start again to look for true love, desperately look everywhere and after two years of loneliness meet a new love and swear it is the one, until that one is gone as well".

Do filme "2 days in Paris".

sexta-feira, junho 19, 2009

Normalidades

Pra que eu devo dizer que sou uma dessas pessoas que nunca se arrependem? Do tipo "só se arrependa do que vc não fez"... Não. Eu me arrependo muitas vezes e toda vez que tenho que fazer uma escolha, morro de medo de me arrepender.

quarta-feira, junho 17, 2009

Lily Allen - Not Fair

Oh he treats me with respect
He says he loves me all the time
He calls me 15 times a day
He likes to make sure that I'm fine
You know I've never met a man who's made me feel quite so secure
He's not like all them other boys
They're all so dumb and immature

There's just one thing that's getting in the way
When we go up to bed you're just no good
Its such a shame
I look into your eyes I want to get to know you
And then you make this noise and its apparent it's all over

It's not fair
And I think you're really mean
I think you're really mean
I think you're really mean
Oh you're supposed to care
But you never make me scream
You never make me scream

Oh it's not fair
And it's really not ok
It's really not ok
It's really not ok
Oh you're supposed to care
But all you do is take
Yeah all you do is take

Oh I lie here in the wet patch
In the middle of the bed
I'm feeling pretty damn hard done by
I spent ages giving head
Then I remember all the nice things that you ever said to me
Maybe I'm just overreacting maybe you're the one for me

There's just one thing that's getting in the way
When we go up to bed you're just no good
It's such a shame
I look into your eyes I want to get to know you
And then you make this noise and it's apparent it's all over

It's not fair
And I think you're really mean
I think you're really mean
I think you're really mean
Oh you're supposed to care
But you never make me scream
You never make me scream

Oh it's not fair
And it's really not ok
It's really not ok
It's really not ok
Oh you're supposed to care
But all you do is take
Yeah all you do is take

There's just one thing that's getting in the way
When we go up to bed you're just no good
It's such a shame
I look into your eyes I want to get to know you
And then you make this noise and its apparent it's all over

It's not fair
And I think you're really mean
I think you're really mean
I think you're really mean
Oh you're supposed to care
But you never make me scream
You never make me scream

Oh it's not fair
And it's really not ok
It's really not ok
It's really not ok
Oh you're supposed to care
But all you do is take
Yeah all you do is take

*****************************************

Oh God...

quarta-feira, junho 10, 2009

Moloko - The time is now

You're my last breath
You're a breath of fresh air to me
Hi, I'm empty
So tell me you care for me

You're the first thing
And the last thing on my mind
In your arms I feel
Sunshine

On a promise
A day dream yet to come
Time is upon us
Oh but the night is young

Flowers blossom
In the winter time
In your arms I feel
Sunshine

Give up yourself unto the moment
The time is now
Give up yourself unto the moment
Let's make this moment last

You may find yourself
Out on a limb for me
Could you expect it as
A part of your destiny

I give all I have
But it's not enough
And my patience is shot
So I'm calling your bluff

Give up yourself unto the moment
The time is now
Give up yourself unto the moment
Let's make this moment last

Give up yourself unto the moment
The time is now
Give up yourself unto the moment
Let's make this moment ... last

And we gave it time
All eyes are on the clock
But time takes too much time
Please make the waiting stop

And the atmosphere is charged.
In you I trust.
And I feel no fear as I
Do as I must.

Give up yourself unto the moment
The time is now
Give up yourself unto the moment
Let's make this moment last.

Give up yourself unto the moment
The time is now
Give up yourself unto the moment
Let's make this moment last

Tempted by fear
And I won't hesitate
The time is now
And I can't wait

I've been empty too long
The time is now
The tender night has gone
And the time has gone
Let's make this moment last
And the night is young
The time is now.
Let's make this moment last.

Give up yourself unto the moment
The time is now
Give up yourself unto the moment
Let's make this moment ... last.


Ai ai... se isso ajudasse...

sexta-feira, maio 22, 2009

25 until midnight

Parece que foi ontem que eu fiz 25. Amanhã faço 26. Nada mudou muito de um ano pra cá, com exceção de uma coisa de extrema importância.

Meu EU, lá dentro de mim, começa a se rebelar novamente. Me sinto mais inquieta, menos conformada, ainda mais ansiosa e até um pouco mais mimada.

Meus desejos voltam a ficar cada vez mais latentes, mais reais. Minhas insatisfações mais sinceras e bem menos suportáveis.

Se no ano passado o tom era de otimismo, esse posso parecer um pouco mais preocupada. Preocupada simplesmente porque minha natureza me chama e eu não sei quais serão as consequências disso.

Há tantas coisas que eu quero de formas tão imediatistas que aos olhos de outros podem ser até patéticas. Realmente, isso eu preciso controlar em mim. Minhas frustrações têm que ser apenas minhas e, na verdade, eu tenho que aprender a superá-las com mais facilidade (ou mesmo fazer com que não sejam frustrações at all), afinal já são 26 anos.

Talvez tudo isso seja mesmo é parte de mim. Talvez isso não seja algo que pode ser mudado. Talvez, um dia, eu ache tudo isso engraçado. Mas hoje essa fugacidade me incomoda um pouco.

Mas vamos lá. Ainda tenho umas horas do otimismo dos 25. Como eu irei usá-las?

segunda-feira, maio 04, 2009

Lendo

"Sometimes the memory of happiness cannot stay true because it ended unhappily. Because happiness is only real if it lasts forever?" - The reader. Bernhard Schlink.

Uau.

quinta-feira, abril 16, 2009

Portfolio mode on

Estou preparando algo melhor do que um simples CV aqui.

Se alguém souber como faz aquelas revistinhas bonitinhas em flash, me ajudem, pls, porque só falta eu colocar no portfolio as matérias que estão publicadas (as principais)!

Aguardo ajudinhas! E, claro, já agradeço ao santo!

quarta-feira, abril 15, 2009

Ninguém precisa saber

Eu deixo que as músicas falem por mim

"E se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
E eu vou sobreviver
O que eu ganho, e o que eu perco
Ninguém precisa saber"

quarta-feira, abril 08, 2009

Vambora

"Entre por essa porta agora
e diga que me adora
você tem meia hora
pra mudar a minha vida.
Vem, vambora
que o que você demora
é o que o tempo leva"

segunda-feira, abril 06, 2009

Auto Flagelo

Minha derrota é essa espera que me mata, me arranca o couro, o juízo, o sossego e até a fome.
O pior é que não consigo deixar de esperar. Por mais que eu saiba que não devo, eu me pego esperando e dizendo a mim mesma que é só dessa vez. “É só dessa vez”.
Quando mais calma, eu rio de mim, mas sempre tem um artifício que me faz procurar. A falta do direito de cobrar me faz morrer em silêncio junto com uma ânsia, uma saudade, uma vontade.
Os minutos de alegria e de gozo tornam-se ínfimos comparados à semana torturante sem notícias.
Sem notícias, sem palavras, uso dos artifícios que me fazem procurar. Eu procuro e vejo tantas coisas e me martirizo e me puno e sofro e prometo: “é só dessa vez”. E mais uma vez as perguntas sem respostas me fazem esperar.
E a espera, bem, a espera é minha derrota, me mata, me arranca o couro, o juízo, o sossego e até a fome.

quarta-feira, abril 01, 2009

Quero

Eu preciso de situações escusas que me deixem maluca
Preciso de alguém, que não ele, para me ligar de madruga
Me ligar e dizer que me quer “aqui e agora”, me quer como nunca
E que esse alguém seja sem consciência, sem clemência, com importância, com arrogância, com prepotência e com potência
Quero que só haja libido, desejo, beijo, pegada, braçadas e amassadas
Quero inteligência, música, quero luz, balanço, quero sintonia

Não quero escrúpulos e nem pensar no depois
Quero agora
Quero já
Sem ter cuidado, eu quero
Sem atenção eu só quero
Quero que o depois seja depois
Apenas depois

quinta-feira, novembro 27, 2008

Uma noite para lembrar


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Cibelle. Que artista! Fui ao show ontem, dia 26 de novembro, no Bourbon Street Music Club. Nunca tinha ido lá e ao entrar já me encantei com a atmosfera jazzística.

Ela entrou no palco com 30 minutos de atraso, mas tudo bem. Cibelle. Que mulher! A apresentação que leva ainda o nome do CD "The shine of dried eletric leaves" durou pouco mais de 1h30, mas foram poucas as músicas tocadas que estão nesse álbum. A maioria das canções eram novas.

Como sempre, os arranjos eletrônicos estavam mais que presentes e fizeram do espetáculo algo totalmente diferente daquilo que se ouve nos CDs. Cibelle. Que performance! Que ginga! Que malemolência!!! A mulher sabe como se portar em um palco.

É fácil dizer que, provavelmente, não foram apenas os homens que se sentiram, digamos, tentados. Ela é linda. Linda e simpática. Expressiva. Sensual. Sexy.

Ok, ok. Eu assumo! Estou apaixonada. Quero que ela seja eu. Aliás, quero ser ela. Melhor ainda, quero que meu alter-ego seja ela. Isabella/Cibelle. Acho que combina!

Cibelle. Que voz! Timbres belíssimos acompanhados por uma banda também incrível, ou mesmo sem acompanhamento algum, como na última música, "Esplendor" - que ela só cantou por insistência da platéia.

Pena só que não ouvi "Train station" e "Phoenix", mas só a presença daquela Deusa em forma de Show-woman já valeu.

Cibelle. Que noite!


Para quem não conhece, aqui está a Diva!

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sexta-feira, novembro 14, 2008

Eu

Ouvindo Agora
.
Isabella
Antonio Carlos Jobim and The New Band
.
Isabella
Wake up the sun is coming
Through the window
We're riding with the sun
I feel your heart beat
The morning light plays in your eyes
With floating blue and white skyline
A city in the skies for Isabella
We're gazing through the clouds
We sail the wind rose
The break of day sparks my desire
And ocean waves won't quench the fire
We kiss we're high, we're riders in the sky
.
The city lies below
A sillouete, a glow
A tale of passion
I close my eyes
You hold me tight
We touch the ground
.
Isabella
Our hopes are riding high over the city
We search the busy streets
We're not alone here
The city lights flare my desire
A million tears won't quench the fire
And if it starts to rain
We'll take a train

sexta-feira, novembro 07, 2008

Sem sentido

Talvez quem tenha assistido o filme “Perfume – A história de um assassino” entenda melhor o que pretendo dizer. Talvez isso não tenha nada a ver e qualquer pessoa entenda esse sentimento.

No filme, o assassino quer para ele o perfume perfeito. Ele quer um cheiro que dure para sempre, o melhor odor, um que nunca acabe.

O que eu quero é quase isso. Eu quero as histórias que eu leio. As quero dentro de mim. Não só no meu pensamento, na minha memória e no meu cérebro. Quero tudo isso e mais. Quero todos os livros no meu estômago.

É. É isso mesmo. Eu tenho desejos malucos. Hoje ao ler mais um capítulo (e terminar) do livro “O menino do pijama listrado”, de John Boyne (irlandês), tudo o que eu queria era engolir o livro.

Isso acabou de acontecer. Estou no trabalho. Não posso chorar e meu estômago embrulhou, então eu senti a vontade de engolir o livro, como se ele fosse a solução do meu problema. HÁ! A menina que engolia livros...!

Seria essa a minha forma de antropofagia? Engolidora de conhecimento.

Engraçado. Agora eu suspiro e penso estar escrevendo coisas sem sentido, mas fico feliz com isso. É a tal da minha amargura que me dá felicidade. Sem sentido...

Me lembro que ao ler “Extremamente alto & Incrivelmente perto”, de Jonathan Safran Foer (americano), eu senti a mesma coisa, mas não devo ter processado essa idéia. Só agora me dei conta dela.

Só agora eu percebi que o que eu quero são as alegrias, os sofrimentos e principalmente as tristezas do mundo dentro de mim.

Sem sentido...

quinta-feira, outubro 23, 2008

Amor correspondido infeliz

"Romance" (Guel Arraes, 2008) é um filme belo. Não só porque Letícia Sabatella está mais bela do que nunca, não só porque Vladimir Brichta é um belo canastrão, ou porque Wagner Moura é romanticamente belo e Andréa Beltão belamente cômica. Esse é um filme belo porque fala da beleza da tristeza, da beleza que existe em todos os lugares, até mesmo na rotina de um casamento.

E existe romance sem tristeza? Amor sem dor? "Paixão é sofrimento" e é gostar desse sofrimento. Estar contente com a infelicidade? É possível. A dor é, muitas vezes, responsável por grandes momentos, por atos fantásticos e belos, claro.

A história do filme envolve um casal que se depara com o nascimento de um triângulo amoroso. O enredo conta ainda com humor e ironias bem diretas sobre as diferenças das produções televisivas e teatrais.

Certamente é uma obra que deve ser vista, mesmo porque é diferente das muitas que têm despontado nas telas. Sem doses da típica violência, sem a estética da pobreza. Vê-se muito amor. Muito amor e seus conteúdos normais de dor.

Ouvindo Agora
.
Nosso estranho amor
Caetano Veloso
.
Não quero sugar todo o seu leite
Nem quero você enfeite do meu ser
Apenas te peço que respeite
O meu louco querer
Não importa com quem você se deite
Que você se deleite seja com quem for
Apenas te peço que aceite
O meu estranho amor
.
Ah! Mãinha
Deixa o ciúme chegar
Deixa o ciúme passar
E sigamos juntos
Ah! Neguinha
Deixa eu gostar de você
Pra lá do meu coração
Não me diga nunca não
.
Teu corpo combina com meu jeito
Nós dois fomos feitos muito pra nós dois
Não valham dramáticos efeitos
Mas o que está depois
Não vamos fuçar nossos defeitos
Cravar sobre o peito as unhas do rancor
Lutemos, mas só pelo direito
Ao nosso estranho amor
.
Ah! Mãinha
Deixa o ciúme chegar
Deixa o ciúme passar
E sigamos juntos
Ah! Neguinha
Deixa eu gostar de você
Pra lá do meu coração
Não me diga nunca não

terça-feira, outubro 21, 2008

Dance, Isabella. Dance.

EU QUERO DANÇAR!!
Alguém pode me dizer o nome de uma balada boa para eu dançar essa músicaaaa?

Ouvindo Agora
.
American Boy
Estelle feat. Kanye West
.
Just another one champion sound
Me and Estelle about to get down
Who the hottest in the world right now
Just touched down in London town
Bet they give me a pound
Tell them put the money in my hand right now
Tell the promoter we need more seats
We just sold out all the floor seats
.
Take me on a trip
I'd like to go some day
Take me to New York I'd love to see LA
I really want to come kick it with you
You'll be my American boy
.
He said: Hey sister
It's really really nice to meet ya
I just met this 5 foot 7 guy
Who's just my type
I like the way he's speaking
His confidence is peaking
Don't like his baggy jeans
But I'ma like what's underneath it
And no I ain't been to MIA
I heard that Cali never rains
And New York heart awaits
First let's see the west end
I'll show you to my bridrens
I'm liking this american boy
American boy
.
Take me on a trip
I'd like to go some day
Take me to New York I'd love to see LA
I really want to come kick it with you
You'll be my American boy
American boy
.
Would you be my American boy?
American boy
.
Can we get away this weekend?
Take me to Broadway
Let's go shopping baby
Then we'll go to a Café
Let's go on the subway
Take me to your hood
I neva been to Brooklyn and I'd like to see what's good
Dress in all your fancy clothes
Sneaker's looking Fresh to Death
I'm lovin those Shell Toes
Walkin that walk
Talk that slick talk
I'm liking this american boy
American boy
.
Take me on a trip
I'd like to go some day
Take me to New York I'd love to see LA
I really want to come kick it with you
You'll be my American boy
.
Let them kno wagwan blud
.
Who killin em in the UK
Everybody gonna to say you K
Reluctantly
Because most of this press don't fuck wit me
Estelle once said to me
Cool down down
Don't act a fool now, now
I always act a fool oww, oww
Ain't nothing new now now
Hey crazy
I know what ya thinkin
Ribena
I know what you're drinkin'
Rap singer
Chain Blinger
Holla at the next chick soon as you're blinkin
What's you're persona
About this Americana
Brama
Am I shallow
Cuz all my clothes designer
Dressed smart like a London bloke
Before he speak his suit bespoke
And you thought he was cute before
Look at this P coat telling me he's broke
And I know you're not into all that
I heard your lyrics
I feel your spirit
But I still talk that caaaash
Cuz a lot wags want to hear it
And I'm feelin like Mike at his Baddest
The Pips at they Gladys
And I know they love it
So to hell with all that rubbish
.
Would you be my love, my love
Could be mine
Would you be my love, my love
Could be mine
Could you be my love, my love
Would you be my american boy
American Boy
.
Take me on a trip
I'd like to go some day
Take me to Chicago
San Fransisco Bay
I really want to come kick it with you
You'll be my american boy

sábado, setembro 13, 2008

Dentro de mim

Que vontade de viver dentro de mim. Somente dentro dos meus sentimentos, das minhas viagens, com meus personagens e meus tempos e minhas épocas. Tudo trocado dentro de mim. Apenas eu seria eu mesma. A música que ouço também. Talvez.

Talvez o mundo de hoje já não tenha mais graça. Como pode um único livro mexer tanto com uma vida, com um sentimento? Talvez seja por isso que ela é considerada uma das melhores romancistas inglesas de todos os tempos – Jane Austen.

Eu já havia visto o filme “Orgulho & Preconceito”. Já achava tudo lindo, mas o livro me trouxe outra luz, ou melhor, me colocou nas trevas. Não consigo mais pensar em outra coisa, sonhar com outra coisa, sentir outra coisa. Quero ser aquela Elizabeth Bennet. Quero ter aquele Fitzwilliam Darcy. Quero andar por aqueles cenários e ouvir aquelas músicas.

Mas, os tempos são outros. Os homens são outros. Aquelas casas hoje são museus. Aquelas músicas são trilhas sonoras. Eu sou outra. Talvez, realmente, eu já tenha sido aquela. Mas hoje sou outra.

E é por isso que agora eu queria viver dentro de mim. Dentro dos meus sonhos e dentro desse amor platônico vivido no meu quarto – no meu mundo de personagens imaginários e atemporais.
...
A vida agora parece estar toda errada e eu não quero mais. Não quero. Quero achar um Mr. Darcy. Dentro de mim. Nos meus sentimentos. Nos meus sonhos.

quarta-feira, julho 30, 2008

VAI!!! (a long time ago)

Já que o Freakstyle não postou a foto na época, eu encontrei-a aqui!
Pena que eu não consegui (ainda) postar no meu próprio lindo blog!

terça-feira, julho 22, 2008

Monstros adormecidos

Quando você se apaixona, o que faz você se entregar? Aliás, quando você se entrega? Como você se entrega?

Alice era uma garota que queria sempre ser arrebatada. Ela não se conformava com a rotina. Quer dizer, por um tempo ela se conformou, mas começou a sentir falta daqueles sentimentos que movem montanhas. Sim, porque eles realmente movem montanhas.
Para descomplicar: cá estamos nós falando de homens. Ela se apaixonava por quase todos. Todos os que mexiam com algum monstro adormecido dentro dela, com aqueles sentimentos que ela nem sabia mais que existiam.
Teve aquele que a fez sentir-se linda, capaz e olhada depois de tantos anos; aquele que a fez voltar à adolescência, sentindo-se protegida; e ainda aquele que a cativou de forma platônica com seus sentimentos explícitos e emocionantes.
Mas a característica principal do que é fugaz é justamente essa, a sua pouca duração. Todos esses homens passavam de forma rápida e intensa, mas Alice tinha sempre que voltar para o que era real, para o cotidiano e ela não estava feliz.
O engraçado é que ela também não estaria feliz se tivesse que encarar uma vida totalmente incerta. As conseqüências poderiam ser bem mais dolorosas do que as que ela teria de enfrentar se desse de cara com a rotina.
Alice perguntava-se se existe felicidade completa, integral. Mas isso seria uma pergunta sem respostas. Ela só poderia supor e escolher.
Enquanto isso ela ia supondo e escolhendo. Escolhendo a rotina e a quebrando às vezes. Sem dó ou remorso. Continuava se entregando, mas só depois descobria porque se entregava, quais os monstros despertados. Mesmo assim, nunca conseguiu algo que substituísse a necessidade de dar-se. Será que haveria algo que acordasse esses monstros sem que ela precisasse envolver-se? Isso um dia ela descobriria, mas talvez fosse muito tarde.
Para ela, enxergar a beleza que tem toda rotina não era difícil. Difícil era contentar-se com ela.

quinta-feira, julho 17, 2008

Seda

"Mantinha os lábios entreabertos,
pareciam a pré-história de um sorriso."
*
*
"- Talvez seja porque a vida, às vezes,
gira de um modo que não há mesmo nada mais para se dizer."

quinta-feira, julho 10, 2008

Convitinho!

Queridos leitores (ha!), posto aqui o convite para o lançamento do primeiro livro a publicar um texto meu, o livro Sentido Inverso.
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Espero que todos possam comparecer, já que esse é um momento especial para mim: minha primeira publicação dentre muitas que ainda virão!!
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terça-feira, junho 17, 2008

Trabalho que é bom...

Estou aqui hoje para falar de um TCC que não o meu!

Dando continuidade aos elogios que prestei no blog de um grupo de alunos da Anhembi , faço aqui no meu a indicação do site Ambulantes no Trem. A pesquisa sobre essa "nova" classe de comércio se coloca impecavelmente apresentada em um formato muito bacana que vale mesmo a pena uma visita!

Quanto ao conteúdo, eu mesma ainda não posso falar, porque ainda não li tudo, mas não tenho dúvidas de que a leitura será boa e relevante!

Ao grupo, parabéns (again) e ao Prof. Orientador Fabio Cardoso (que foi o meu também). Apesar de você falar que o mérito é todo dos alunos, eu repito que se a orientação não ajudasse, ela não chamaria orientação!!

sábado, junho 14, 2008

Memória Musical

Anteontem ouvi um set que é uma obra prima. Dj Kalif, habitante de muitas memórias minhas disponibilizou isso no site dele. www.djkalif.com. Ouça o In The Mix. Quem gosta de techno não se arrependerá.

quinta-feira, junho 12, 2008

Relembrando

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Vai...
E vem me conquistar aos poucos
Vai...
E vem me dizer que está louco
.
Em pouco tempo serei sua
Em menos tempo viverei essa loucura
.
Vai...
E vem sem pensar no depois
Vai...
E vem para não sermos mais dois
.
Sem conseqüências, apenas siga a música
Vamos viver uma existência única

quinta-feira, maio 22, 2008

Luto


Tigre, minhas manhãs não serão mais as mesmas sem você me pedindo leite.
Nada poderia ser mais triste.

quarta-feira, maio 21, 2008

25. Quarter life crisis mode on or off?

Não me lembro de o meu aniversário ter caído em um feriado (ou no meio dele, o que é o caso), anteriormente. Dia 23 de Maio. Esse é o meu dia. Mas como não haverá expediente e eu pretendo não ligar o computador por 4 dias inteiros, aproveito meu tempo de inércia para já postar minhas divagações.

Comecei a escrever esse post com quase uma semana de antecedência. Acho que eu queria aproveitar o meu inferno-astral...

Sintomas do período:

- Enxaquecas diárias (que na verdade cessaram).
- Desejos alimentares compulsivos (que quando não saciados agravam o mal-humor).
- Mal-humor (acho que isso também está melhorando).
- Outros desejos a flor da pele...
- Insights diários que podem ou não ser substituídos no dia seguinte.

Não me sinto feia, não me sinto gorda. Não enxergo rugas crescentes, não me sinto velha. O tempo ainda não manifesta seus sinais a ponto de eu repará-los.

Não tenho medo da idade. Principalmente porque consigo ver que com o tempo eu me melhoro. A única coisa que parece passar de forma mais rápida é o tempo profissional. Isso me incomoda, mas acho que se fosse algo torturante eu agiria com mais desespero. Faço 25 anos e ainda não me encontrei profissionalmente. Creio que hoje em dia, com a modernidade líquida atormentando a individualidade isso é comum. E por outro lado, eu estou a caminho, de qualquer forma. Sinto que as coisas estão prestes a acontecer...

Você pode até me perguntar o que eu fiz de bom nesses 25 anos. Eu direi que eu chorei, eu sorri, eu trabalhei, eu faltei. Eu dancei, viajei, me machuquei, fiquei doente, me curei de algumas coisas e para outras ainda busco soluções. Mas o mais importante é que eu consigo usar todas essas experiências para me conhecer melhor. Para ter noção do que eu realmente quero, de como eu viverei a minha vida.

Lógico que os problemas existem. Me questiono sobre as situações mais ruins entre a família, por exemplo. Será que quero sair de casa ou ficar é a melhor opção? – mas eu sei que uma hora essas perguntas serão respondidas naturalmente. Tenho pais que me amam, irmãs que me admiram e que merecem que isso seja recíproco e um namorado com o qual eu construí uma relação que vai muito além de paixonites mal resolvidas.

Portanto, 25 anos sem grilos, so far. Quarter life crises mode off to me. Thank you very much!

sábado, maio 10, 2008

Um dia as coisas mudam

Um dia as coisas mudam.
Um dia você me olha e não me vê.
Um dia você me olha e vê minhas pernas. Sente meu fogo.
Vê minha pele. Sente meu cheiro.
Vê minha boca. Sente meu gosto.
Vê meu corpo. Sente meu calor.
.
Um dia você não vê mais nada.
Um dia você vê quase tudo.
Você não me vê. Você não me enxerga.
Você me toca, você me prova, você me lambe.
Mas você não me vê.
.
Vê o que eu quero?
Um dia as coisas mudam, espero.

sexta-feira, maio 09, 2008

Desejo

Ah o desejo! O desejo é essa coisa louca que não conseguimos brecar. Por menos (ou por mais) que se ame ou goste quando surge o desejo tudo muda.

Que fique claro que eu não estou falando do desejo material, estou falando do físico. Aquele que não permite que você sinta um perfume familiar sem que suas pernas fiquem bambas, aquele que faz com que a menor visão da pele do pescoço cause um arrepio encalorado...

Quando se pode viver essas sensações, que seja por cinco minutos, nosso dia fica melhor. Só que quando é sonho, literalmente, quando você acorda com esse frio na barriga e percebe que REALMENTE foi APENAS um sonho, a impressão de vazio aumenta.

Reparação

Engraçado, o arrependimento que tanto fazia parte da minha vida está desaparecendo. Ufa! Mas o engraçado mesmo é que hoje eu faço "coisas erradas" com muito mais frequência...

Na verdade quando percebemos que os antigos conceitos, que eram tão rígidos, podem ser mais maleáveis, fica mais fácil não haver tantas cobranças.

Para uma pessoa que antes queria reparar tudo o que fazia, acho que estou me adaptando bem.

A única coisa que seria digna de reparação é o meu desejo. Mas esse é irreparável...

quinta-feira, maio 08, 2008

Brega Moment

Esqueça se ele não te ama
Esqueça se ele não te quer
Não chores mais não sofra assim
Por que eu posso te dar amor sem fim
.
Ele não pensa em querer-te
Te faz sofrer e até chorar
Não chores mais vem pra mim,
Vem, não sofra, não pense
Não chore mais meu bem
.
Fábio Jr. é ou não é o rei???
.
Puts, post palhaçada, eu sei, mas eu escutei essa música e senti que ela queria estar aqui nesse blog brega!

quarta-feira, maio 07, 2008

Um segundo teu

Instante de Dois
Cibelle
.
Não quero que você me coma
Não quero que você me engula
Não quero que você me acorde
Não quero que você me durma
Não quero que você me assista
Não quero que você me assuma
Não quero que você me corte
Não quero que você me inclua
Eu só quero um segundo teu
E um segundo meu
Um instante de dois
Sem mais, nem pra depois eu te dizer
Que eu te amo não
Te amo demais para ser prisão
De dois
Amor
Eu só quero um segundo teu
E um segundo meu
Um instante de dois
Sem mais, nem pra depois eu te dizer
Que eu te amo não
Te amo demais para ser prisão
De dois
Amor


Não estou muito certa disso.

domingo, abril 27, 2008

sábado, abril 26, 2008

quinta-feira, abril 24, 2008

Não escolha de maneira aleatória

hustler
hus.tlern

1 pessoa ativa, incansável. 2 pessoa desonesta que procura tirar proveito de outras. 3 sl prostituta, puta, piranha. male hustler prosti­tuto, rapaz de programa.
.
Como eu disse, não escolha de maneira aleatória. Não deixe a raiva escolher por você. Pior, não deixe a inveja te levar...
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Dos melhores escolha o pior. Ou dos piores escolha o melhor.

sexta-feira, abril 11, 2008

Changes

Alba estava assim, com sua vida parada. Nada parecia acontecer. Seus dias eram sempre os mesmos.
Em frente ao espelho ela nem parecia notar o quanto sua pele branca era viçosa, que seus cabelos castanhos escuros lhe caíam sobre os ombros de forma leve e natural, que seus olhos tinham um brilho esverdeado e que sua boca oferecia o mais belo tom de vermelho sem que fosse necessário nenhum artifício. Todas as cores contrastavam em seu corpo. Suas roupas, seus desenhos tatuados, tudo parecia chamar um vida corrida, cheia de novidades, fatos quentes e interessantes. Tudo parecia...
Aquela menina só conseguia ver o marasmo. Por trás de seus olhos havia um mar de águas calmas, calmas até demais.
Mas dia após dia as coisas pareciam mudar. Sem ter um como e sem ter porquê suas idéias ficavam mais claras. Ela começava a ver o que estava fazendo de errado. Seus relacionamentos que a diminuíam, sua falta de força de vontade e de perspectiva e a raiva que inexplicavelmente ela sentia de si mesma.
Se seria a terapia “fazendo efeito”; ou se eram os remedinhos que ela resolvera tomar (não seja malicioso aqui!); ou as duas coisas andando juntas, ela não saberia dizer. Ela gostava de pensar que crescia. Amadurecia...
Paralelamente ao seu crescimento, de forma paradoxal, Alba estava vivendo uma paixão. Só que essa paixão a tornou uma garotinha de 16 anos – idade que passara há tempos.
O nome dele: Eric. E como já foi dito antes, eles se conheceram em um lugar comum e também assim, do nada. Era infalível. Ele passava e as pernas dela tremiam, seu coração acelerava, seu estômago revirava de uma forma que ela só havia lido nos livros ou visto nos filmes. “Talvez seja isso que Florentino Ariza sentia por Firmina Daza”.

Eric não sabia de nada disso. A vida dele estava uma bagunça. De uma hora para outra ele decidira ficar sem chão. Decidiu mesmo. Jogou quase tudo para o alto e as coisa que ele deixou nos seus lugares estavam exigindo dele cada vez mais.

Alba não queria especular, mas como entender que o fogo que contaminava até a escada de incêndio estava esmorecendo...? A menina que agora se via mais mulher, que achava que tudo aquilo seria uma grande brincadeira, passou a querer muito mais e se tornou outro alguém a querer mais daquele homem.
E então ela passava as tardes desejando que as coisas se ajeitassem para Eric, para dessa forma ela ser vista...

quarta-feira, abril 02, 2008

Um Bauman desbocado

Eu ainda não consegui terminar de ler "Sexus", mas já me encaminho para o final.
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Então, eis que na página 429 me deparo com uma leitura que me lembrou outra.
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"Os momentos mais reais que você conhece talvez sejam os que acontecem quando você se senta sozinho no banheiro para fazer cocô. É algo que não lhe custa nada nem o compromete de maneira nenhuma, à diferença de comer, foder ou criar obras de arte. Você sai do banheiro e é aí que entra na imensa latrina. Tudo que toca parece merda. Mesmo quando vem embrulhado em celofane, o cheiro está alí. Cocô! A pedra filosofal da era industrial. Morte e transfiguração - em merda! A vida das lojas de departamentos - com sedas finíssimas num balcão e bombas no outro. Seja qual for a interpretação que lhe dermos, todo pensamento, todo feito, é registrado na caixa. Você está fodido desde o momento em que respira pela primeira vez. Uma imensa corporação internacional de máquinas de negócios. Logística, como dizem eles."
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Essa é a nossa vida líquida descrita em 1949.

terça-feira, abril 01, 2008

Old Stuff vs. New Stuff

No meu rádio só toca música velha. Eu acho que não sei mais pesquisar. Mas tudo tem um motivo. Minha vida mudou. Acho que ela não deveria ter mudado tanto. Sinto falta das músicas novas. Sinto falta de ir perguntar para o DJ "que música é essa"...

As coisas podem mudar...

Algumas coisas mudaram...

Me indicaram JUSTICE. É, pois é, eu não conhecia.

Outro sujeito indeterminado MANDOU eu baixar o CD. Eu baixei. Uau!

"You must have put me under a spell
I lose control when you're near"
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Hahahaha... Só rindo!

terça-feira, março 25, 2008

Closer - Ainda Mais Perto

Cada dia que passa eu amo mais esse filme...
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Uma das melhores partes:
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Alice: "Oh, as if you had no choice? There's a moment, there's always a moment, 'I can do this, I can give into this, or I can resist it', and I don't know when your moment was, but I bet you there was one."

segunda-feira, março 24, 2008

Quando não se pode falar...

Eu não tenho 12 anos. Por mais incrível que isso possa parecer, eu realmente não tenho. Aí você vem e me pergunta: "se você não tem 12 anos, é formada em jornalismo e ainda diz que ama escrever, porque raios essa infinidade de letras de músicas?".
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Respondo: Quando eu não posso escrever, quando qualquer coisa que eu disser possa virar uma bandeira gigante dos meus sentimentos, eu apelo para música. As letras também dão bandeira, mas elas formam canções, simplesmente canções que podem ou não significar NADA.
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Ouvindo Agora
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Dave Matthews Band - Say Goodbye
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So here we are tonight,
You and me together
The storm outside, the fire is bright
And in your eyes I see
What's on my mind
You've got me wild
Turned around inside
.
And then desire, see, is creeping
Up heavy inside here
And know you feel the same way
I do now
Now let's make this an evening
Lovers for a night, lovers for tonight
.
Stay here with me, love, tonight
Just for an evening
When we make
Our passion pictures
You and me twist up
secret creatures
And we'll stay here
Tomorrow go back to being friends
Go back to being friends
.
But tonight let's be lovers,
We kiss and sweat
We'll turn this better thing
To the best
Of all we can offer, just a rogue kiss
Tangled tongues and lips,
See me this way
I'm turning and turning for you
.
Girl, just tonight
Float away here with me
An evening just wait and see
But tomorrow go back to your man
I'm back to my world
And we're back to being friends
Wait and see me,
Tonight let's do this thing
All we are is wasting hours
Until the sun comes up it's all ours
On our way here
.
Tomorrow go back to being friends
Go back to being friends
Tonight let's be lovers, say you will
And hear me call, soft-spoken whispering love
A thing or two I have to say here
Tonight let's go all the way then
Love I'll see you,
Just for this evening
Let's strip down, trip out at this
One evening starts with a kiss
Run away
And tomorrow
back to being friends
Lovers...love...lovers
Just for tonight, one night...love you
And tomorrow say goodbye
.
.
Pena que nem sempre as coisas saem como planejamos...

sexta-feira, março 21, 2008

Blah...

Ouvindo Agora
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Kate Nash - Nicest Thing
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All I know is that you're so nice,
You're the nicest thing I've seen.
I wish that we could give it a go,
See if we could be something.
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I wish I was your favourite girl,
I wish you thought I was the reason you are in the world.
I wish my smile was your favourite kind of smile,
I wish the way that I dressed was your favourite kind of style.
.
I wish you couldn't figure me out,
But you always wanna know what I was about.
I wish you'd hold my hand when I was upset,
I wish you'd never forget the look on my face when we first met.
.
I wish you had a favourite beauty spot that you loved secretly,
'Cos it was on a hidden bit that nobody else could see.
Basically, I wish that you loved me,
I wish that you needed me,
I wish that you knew when I said two sugars, actually I meant three.
.
I wish that without me your heart would break,
I wish that without me you'd be spending the rest of your nights awake.
I wish that without me you couldn't eat,
I wish I was the last thing on your mind before you went to sleep.
.
Look, all I know is that you're the nicest thing I've ever seen;
I wish that we could see if we could be something
I wish that we could see if we could be something

Do the Test

Plagiando meus amigos Os Fósforos...
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quarta-feira, março 19, 2008

Mais Miller

Esse parágrafo foi feito para o meu dia de hoje.

"Há dias em que a volta à vida é dolorosa e incômoda. Deixamos o reino do sono a contragosto. Por nenhuma razão especial, além de uma consciência de que a realidade mais profunda e mais verdadeira pertence ao mundo do inconsciente."

...apoiada na mão direita...

segunda-feira, março 10, 2008

Nash

Eu ainda não falei de Kate Nash aqui. Ela me conquistou antes de tudo com o sotaque. Falem o que quiser, mas eu acho que ela não tem nada a ver com a Lilly Allen. Adorei a musicalidade e o fato de que algumas faixas ela parece contar uma história ao invés de cantá-la.
As letras são um capítulo a parte. Adorei todas. Claro que eu tenho minhas favoritas, como a "Birds" e a "We get on". Essa última me dá uma coisa toda vez que eu ouço. Acho que muitas meninas se identificam com ela. O lance de usar aquele vestido pra impressionar é clássico.
Me chamem de idiota, mas eu posso dizer que Kate Nash é uma Arctic Monkeys para garotinhas!
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Ouvindo Agora
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Kate Nash - We get on
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Simply knowing you exist ain't good enough for me
But asking for you telephone number
Seems highly inappropriate
Seeing as I can't
Even say hi
When you walk by
And that time you shook my hand it felt so nice
I swear I never felt this way about any other guy
And I dont't usually notice people's eyes but..
I conducted a plan to bump in to you most accidentally
But I was walking along and I bumped into you
Much more heavily than I'd originally planned
It was well embarrassing and I think you thought that I was a bit of a twat
I just think that we'd get on
I wish I could tell you face to face
Instead of singing this stupid song
But yeah I just think that we might get on
.
So I went to that party and everyone
They were kind of arty
And I was wearing this dress
Because I wanted to impress
But I wasn't sure if I looked my best
'cause I was so nervous
But I carried on regardless
Strutting through each room trying to find you
And when I saw you kissing that girl
My heart it shattered
And my eyes, they watered
And when I tried to speak I stuttered
And my friends were like whatever
You'll find someone better
His eyes were way too close together
And we never even liked him from the start
And now he's with that tart
And I heard she's done some really nasty stuff
Down in the park with Michael
They said she's easy
And if your guy's with someone that's sleazy
Then he ain't worth your time cause you deserve a real nice guy
So I proceeded to get drunk and to cry
And I locked myself in the toilets the entire night
Saturday night I watched channel five
I particularly liked CSI
I don't ever dream about you and me
I don't ever make up stuff about you and me
that would be considered insanity
I don't ever drive by your house to see if you're in
I don't even have an opinion on that tramp that you're still seeing
I don't know your timetable
I don't know your face off by heart
But I must admit that there's a part of me that still thinks
That we might get on
That we could get on
That we should get on

Reading Miller

"... Não havia triunfo ou satisfação para mim a menos que a mulher se entregasse por vontade própria. Sempre fui um mau pretendente. Desistia com facilidade, não porque duvidasse dos meus poderes, mas porque não confiava neles. Sempre quis que a mulher viesse a mim. sempre quis que ela tomasse a iniciativa. Não corria perigo de ela se exceder em seu atrevimento! Quanto mais destemida sua entrega, mais eu a admirava. Detestava as virgens e as violetas encarquilhadas. La femme fatale! - esse era meu ideal...".
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Sexus
Henry Miller
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Não sei porque me lembrei da música "Sexperienced" da Cachorro Grande... Adooooro!
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Ouvindo Agora
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Cachorro Grande - Sexperienced
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Quero uma garota que já tenha sexperienced
Não tenho razão para me importar com que os outros pensem
Não tenho medo de te dizer
Que essa garota pode ser você
Desde que tenha sexperienced
Já experimentei ter paciência com as mais inibidas
Mas enchi o saco agora quero só mulheres vividas
Na cara dura vou te dizer
Que essa garota pode ser você
Desde que tenha sexperienced
Não tenho medo de te dizer
Que essa garota pode ser você
Desde que tenha sexperienced
Desde que tenha sexperienced
Desde que tenha sexperienced

quinta-feira, março 06, 2008

Nina Simone + Cat Power

Ouvindo Agora
.
Wild is The Wind - Cat Power
.
"... You touch me
I hear the sound of mandolines
You kiss me
With your kiss my life begins..."

quarta-feira, março 05, 2008

Paredes que ouvem, apenas

Tudo que eles precisavam era isso. Paredes que apenas ouvem e não falam uma só palavra.

Se conheceram assim, do nada. Se conheceram em um lugar comum. Depois de tanto tempo, para ela, ele seria uma brincadeira, uma peripercia, uma safadeza... Será que ele estava disposto?

Sim, ele estava...

Paredes, paredes, onde estão vocês? E então, um sussurro por trás da orelha... o lugar foi encontrado.

"Enquanto ele a olhava nos olhos, segurando em sua cintura, não conseguia parar de imaginar aquela pele em contato com a sua. Nada mais podia esconder daquele sentimento, e ela o percebeu quando ofereceu um abraço.
Olhando para baixo ela disfarça um sorriso de conquista e curiosidade, o beijando com a mesma força que gostaria que seus corpos se encontrassem".

Infelizmente, o encontro de corpos demoraria um pouco mais a acontecer. E ela ficou torcendo para que a demora fosse pouca. Ficou lembrando dele a colocando contra a parede com força e bagunçando seus cabelos...

segunda-feira, março 03, 2008

Blog Líquido

Aqui estou eu no meu novo trabalho, completando o primeiro mês com uma assinatura na carteira que nada tem a ver com meu querido jornalismo. Não estou reclamando. De forma alguma. Se eu tinha alguma dúvida sobre gostar ou não desse ofício, todas sumiram!
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Eu fico aqui sentadinha na minha cadeirinha, ouvindo música (Cat Power agora – novidade) ou lendo. Já até cansei de ler. Nunca achei que isso fosse possível, mas eu cansei. Li um livro irlandês bobinho, li Gabriel García Márquez e agora leio Henry Miller. Realmente eu não vou reclamar.
.
Por falar em Cat Power, eu fui assistir “Juno” no cinema. Gostei muito. O roteiro realmente é de ouro, principalmente se usarmos um pouco de preconceito e dissermos que aquela ex-stripper se deu bem... Eu digo que eu a achei ótima. O filme é assim mesmo. A vida. Uma menina de 16 anos. A pergunta “o amor pode durar para sempre?”. Mas é óbvio que eu gostei mais ainda porque essa banda – uma das minhas favoritas, como alguns já estão cansados de saber – faz parte da meiga trilha sonora. É sempre um arrepio estar assistindo a um filme e do nada lá vem a preciosa Chan e seus acordes.
.
Por falar (também) em Henry Miller, hoje eu vejo como e porque eu não consegui ler “Sexus” há quatro anos atrás. Você que está lendo esse post sabe que sua literatura não se trata de pura e simples pornografia... são muitos os fatores que me fazem achar esse livro difícil. Posso começar com dois deles: as divagações jogadas, gritadas e brutas que fazem meus olhos irem e virem a procura de tanta raiva, ódio, paixão e tesão; o outro fator se dá por culpa somente minha. Culpa minha de não estar lendo em casa, porque ler Henry Miller no trabalho é um pouco complicado!!!

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

...

Olha só o que diz Cony na Folha de S. Paulo hoje:

Receita padrão de adultério

Fique sabendo que nenhuma mulher nasce adúltera, como os poetas que nascem poetas

NÃO SUPORTOU mais e foi procurar o amigo escritor. Era amizade antiga, mas distante. De há muito o considerava um péssimo caráter, capaz de cometer qualquer miséria desde que tivesse lucro com uma mulher ou com um assunto que lhe desse inspiração. Aproveitava-lhe a sabedoria, mas evitava contagiar-se com a devassidão de sua vida abominável.
.
Ele desejava mudar o nome do prédio onde morava (Babilônia), aconselhara-se com o amigo, haveria uma reunião de condomínio e o escritor incentivou-o, que fosse formidando ao fazer a proposta.
.
- Formidando? Quê que é isso?
- Uma expressão clássica, Raul Pompéia usava muito em "O Ateneu", o professor Aristarco era formidando. Significa formidável, feroz, tonitruante.
- É isso aí! Serei formidando!
.
A reunião foi numa sexta-feira, à noite, nada teve de formidanda. No sábado, ele voltou ao amigo.
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- Como é? Você foi formidando?
- Formidando uma ova! Foi um desastre!
- Mas por que diabo você quer mudar o nome do prédio?
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Abriu-se. Pela primeira vez na vida, abria-se.
Tinha medo de ser traído. Sabia que as mulheres depois de certa idade sofriam crises, as tentações eram muitas. Ele achava que o nome "Babilônia" era um péssimo agouro. Mas reconhecia que não adiantava mudar o nome do prédio.
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- É. Não resolve mesmo, admitiu o amigo.
- Você seria capaz de dar em cima da minha mulher?
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A pergunta, à queima-roupa, desorientou o escritor, que apesar de cínico não estava preparado para ela.
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- Não. Ela é muito magra.
- Era. Agora engordou um pouco.
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Para ser fiel ao papel de cínico, o amigo novamente admitiu:
.
- Bem, se está no ponto, por que não?
- Você gosta de mulher gorda?
- Nada disso. Mas mulher magra foi uma impostura dos costureiros, dos modistas. São, em geral, pederastas. Odeiam a mulher. Querem os homens todos para eles e o melhor modo de eliminar a concorrência é obrigar a mulher a ficar ossuda, sem carnes. As idiotas fazem regime, ficam com as pernas que parecem palitos, a bunda vira uma tábua. Não é à toa que os homossexuais terminam levando vantagens. Agora, veja, as fêmeas bíblicas, a mulher das Escrituras, as mulheres de Renoir, de Rubens, as madonas, a "Fornarina" de Rafael...
- Bem, eu não entendo muito disso, mas acho que você tem razão.
- Uma porrada de razão! Os homens gostam e se casam com mulheres magras para a exibição, o jogo social. Na hora de rebolar na cama, preferem as gordinhas, as falsas magras... Todas as amantes dos meus amigos são assim...
- Eu não tenho amantes, Otávia me basta.
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O amigo ia dizer qualquer coisa, freou-se a tempo.
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- Você acha que sua mulher seria capaz de um adultério?
- Sei lá.
- Bom, em princípio todas as mulheres são capazes disso. Elas têm a matéria-prima do adultério: o sexo e o marido. Falta apenas o beneficiamento, que é o terceiro elemento, o amante, que não é difícil de encontrar. Mas fique sabendo, nenhuma mulher nasce adúltera, como os poetas que nascem poetas. Ela se faz, como os oradores. Ou melhor, o marido é que a faz adúltera.
- Você já cometeu adultério?
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O amigo fingiu que não ouvira bem, mesmo assim tirou o corpo fora:
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- Eu sou solteiro!
- Não é isso que quero dizer. Pergunto se você já cometeu adultério com alguma mulher casada?
- Que eu saiba, não. Não gosto de adultérios. Eles precisam de hotéis sórdidos, exigem códigos ridículos, praticam ritos abomináveis, dificilmente se comete adultério em paz de espírito.
- Isso é necessário? Essa paz de espírito?
- Tanta mulher no mundo, porque escolher uma que pode dar problema?
- O problema pode compensar.
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Calaram-se por um tempo. O escritor ofereceu um uísque.
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- Bem, por hoje chega. Aprendi bastante. Outro dia apareço.
- Você tem lido meus livros? -a pergunta foi também à queima-roupa.
- Não. Otávia acha-os indecentes e eu termino escondendo-os. Na última mudança, sumiram.
- Ainda bem. Qualquer que seja a solução do seu caso, mantenha-me informado. Você pode me dar bom assunto.
Carlos Heitor Cony

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Perturbação

Não é meu. Claro que não. Seria perturbador demais se fosse...
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“Ao vê-lo assim, vestido para ela de um modo tão ostensivo, não pôde impedir o rubor de fogo que lhe subiu ao rosto. Perturbou-se ao cumprimentá-lo, e ele se perturbou mais ainda com a perturbação dela. A consciência de que se comportavam como noivos perturbou-os ainda mais, e a consciência de estarem ambos perturbados acabou de perturbá-los a tal ponto que o comandante Samaritano notou tudo com um trêmulo de compaixão”.
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"O amor nos tempos do cólera"
Gabriel García Marquez

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Meu filho

A noção de que essa página está jogada às moscas tanto no quesito "visitantes" quanto no "idéias" só faz com que as possibilidades de escrever aqui se tornem mais remotas. Isso acontece de uma forma tão contundente que eu nem me dignei a colocar aqui o meu próprio filho, fruto de um trabalho árduo de um ano.
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Portanto, eis aqui o meu grandioso TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO, aliás, o link para baixá-lo...

A grande reportagem "Militância jovem: o fim da anestesia" abranje o universo de alguns jovens que ainda dedicam tempo à atividades políticas partidárias - não subestime o trabalho por isso. Você pode gostar do que vai ler.

sexta-feira, agosto 10, 2007

O Vira-Tempo

Estavam todos em um aeroporto. Não era em Congonhas ou muito menos em Cumbica. Era apenas um aeroporto. Alguém iria viajar. Ele iria e seu nome era Hugo. Talvez a mãe dela fosse também e levaria junto a irmã dela. “Ela” era a namorada. Aquela que ficaria em terra, aquela que se chamava Eliza.
Continuavam todos juntos. Uma parede de vidro os separava de um outro mundo lá fora. Enquanto Hugo brincava com a pequena, uma estranha vinha caminhando pelo lado de fora até se aproximar da vidraça. Como se ela fosse invisível, aquela loira que tinha a cara da Mena Suvari ficou olhando Hugo. Seu olhar era parado, vidrado, exatamente como aquela única camada que a separava dele. Todos de dentro perceberam a estranha. Eliza até comentou com sua mãe: “nossa, ela se apaixonou mesmo”... e foi assim que resolveram sair de lá.
Um ponto de interrogação e na próxima etapa a Loira já estava entre os viajantes de dentro. Ela era muito simpática, comunicativa, encantadora... mas só quando conversava com Hugo. Vendo uma oportunidade de puxar seu namorado de lado para mostrar como a Invasora era dissimulada, ela o faz: “viu como ela só é legal com você”? Ele olha para o lado e vê a menina no meio de duas outras pessoas, mas ela já não carrega um sorriso no rosto e sim uma feição mal-humorada. Hugo tenta controlar Eliza pedindo para que ficasse tranqüila, porque nada de errado iria acontecer...
Hora do embarque. O casal tenta se despedir, mas há muita gente. Eliza vê uma amiga de escola e se esforça para pedir que ela mantenha um olho em Hugo, mas Bruna está com pressa, com dois fones nos ouvidos e não dá atenção a sua colega. A multidão aumenta e vai empurrando Eliza para os degraus de baixo de uma escadaria, enquanto Hugo vai subindo...
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E é assim que o pesadelo começa...
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Para Eliza, um pesadelo porque Hugo não volta. Ela tem certeza de que ele ficou com a Loira. Tristeza sem fim... Anos se passam cheios disso.
Para Hugo, um pesadelo porque ele está preso. O destino daquele vôo o reservara surpresas desagradáveis. Como um escravo ele tinha que servir alguém, prestar serviços, ser humilhado. Só à noite dentro de um quarto com paredes de pedra ele podia pensar em fugir, pensar em Eliza. Como ela estaria?
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Agonia. Era isso que pairava no ar. De ambos os lados. Dentro e fora.
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Anos se passaram dessa forma. Os dois continuavam separados e sem saber como o outro estava. Até o dia em que Hugo foge. Não se sabe exatamente quando, não se sabe como, mas ele foge. A primeira coisa que faz, como num conto de fadas, ou como em uma novela, é procurar Eliza. E ela está lá. Como se estivesse esperando, Eliza está lá. Mais velha, sim, mas ele também está mais velho. Muito tempo se passou.
Um abraço apertado cheio de lágrimas e eles poderiam viver juntos para sempre.
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Mas...
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Lá estão eles novamente naquele aeroporto. Não Congonhas, não Cumbica, apenas um aeroporto. O tempo voltou e eles teriam outra chance. Dessa vez se fizessem tudo certo, Hugo poderia voltar antes e eles teriam mais tempo juntos.
Não deram atenção à irmãzinha, não deram atenção à Loira. Ficaram juntos, bem juntos. Se beijavam, abraçavam, procuravam lugares escondidos para passar o tempo ainda mais juntos...
Chegou a hora e mais uma vez eles estavam no empurra-empurra da sala de embarque. Mais uma vez Eliza tenta falar com Bruna, mas deixa pra lá e se dirige a Hugo: “presta atenção nela, quem sabe ela te protege”? Mas ele decide: “e se fizermos tudo diferente e dessa vez acontecer algo ruim com você? Tudo pode ser pior. Talvez seja melhor fazermos tudo igual, já que sabemos que eu voltarei e que ficaremos juntos para sempre". Ao ouvir essas palavras gritadas, Eliza já estava quase no começo da escada e ficou feliz em ver que poderia esperar por ele mais tranquila...
Ela termina de descer e quando olha para trás vê que Hugo está empurrando a multidão. Ele corre, pula os degraus e a abraça.
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- Eu te amo!
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Então, ele volta para embarcar...
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Eliza espera Hugo desaparecer e continua a caminhar, mas nesse momento uma mulher gorda e forte tampa a boca da menina e diz: "vocês fizeram tudo diferente apartir do momento em que resolveram não dar atenção a mais ninguém além de vocês mesmos. Agora é você que vem comigo e sou eu que dito as regras"...
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E é assim que tudo acaba.
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Agora, cabe perguntar por que eles não decidiram ficar juntos ao invés de Hugo embarcar?

terça-feira, abril 17, 2007

Olhares

Depois de me chocar mais com aquilo que choca sempre, com aquilo que toda vez traz repugnância e dor de ser humano, mudei de canal sem querer ver nada mais.
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Não queria simplesmente ver que o mundo mudou. Ele não mudou. Então, para minha surpresa o assunto era o mesmo. Mais repressão.
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Assisti "Olga". Impossível dizer que esse não é um filme comovente. Aquela piadinha - ora, não chore, é só um filme - não vale aqui. Era tudo verdade. É tudo verdade.
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Acho que essa é uma obra que por mais que se assista mil vezes, quando a tela fica preta não dá pra levantar e ir pegar um suquinho logo em seguida. Eu não consigo. Então, ainda naquele estado de choque, de falta de palavras, peguei meu controle remoto e mudei de canal. Mudei sem ver nada. Mudei e parei num lugar lindo, uma planice com pássaros belos e flamingos cor-de-rosa. Uma miragem? Não, uma visão. "Visões" na realidade. Ou então, uma imaginação. "Imagining Argentina".
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O filme já havia começado há alguns minutos. Demorou para que eu entendesse do que se tratava. Filme em português é terrível, mas o lugar era lindo e resolvi assistir. Segundos depois eu vi Antonio Banderas e pensei em mudar de canal, mas não. Fiquei ali.
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Aquela é a história de um homem que perde sua mulher (Emma Thompson) e sua filha para a repressão na Argentina. Ele recebe de repente o dom da vidência e dá para se imaginar o que ele vê. Mesmo assim ele não consegue encontrá-las e as horas que se passam se tornam angustiantes.
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Dirigido pelo roteirista britânico Christopher Hampton e rodado em Buenos Aires e arredores, o filme tem uma bonita fotografia e apesar dos elementos de um dramalhão-quase-hollywoodiano, vale a pena ser considerado pela atuação política. Afinal, até mesmo os fãs de um cineminha chorão de ocasião podem se deparar com um pouco de realidade, mesmo que maquiada.
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Pesquisando agora sobre o filme, vi que muitas críticas dizem que "Visões" é o "Olga" argentino, ambos cheios de pieguices e tals... Eu gostei do que vi. Acho que mesmo quando tudo está bem e maravilhoso, é bom nos lembrarmos que o mundo pode ser, já foi e será muito cruel.

domingo, março 04, 2007

Verdades

Ouvindo Agora
Damien Rice - Cheers Darlin'
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Cheers darlin'
Here's to you and your lover boy
Cheers darlin'
I got years to wait around for you
Cheers darlin'
I've got your wedding bells in my ear
Cheers darlin'
You give me three cigarettes to smoke my tears away
And I die when you mention his name
And I lie I should have kissed you
When we were running in the rain
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What am I darlin'?
A whisper in your ear?
A piece of your cake?
What am I darlin?
The boy you can fear?
Or your biggest mistake?
.
Cheers darlin'
Here's to you and your lover man
Cheers darlin'
I'll just hang around and eat from a can
Cheers darlin'
I got a ribbon of green on my guitar
Cheers darlin'
I got a beauty queen
To sit not very far from me
I die when he comes around to take you home
I'm too shy I should have kissed you
When we were alone
.
What am I darlin'?
A whisper in your ear?
A piece of your cake?
What am I darlin?
The boy you can fear?
Or your biggest mistake?
What am I?
Here's to you and your lover
What am I darlin'?
I got years to wait around for you
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Verdades...

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Sobre os prêmios e as decepções

Na verdade eu não estou nem um pouco afim de falar sobre os prêmios do Oscar, mesmo porque, a maioria dos indicados eu não vi e o maior premiado eu gostei, mas nem tanto.
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Vamos às decepções:
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1. Que bela homenagem aos filmes que falam da difícil arte de se produzir um roteiro. A academia esqueceu o Kaufman.
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2. Outro bonito episódio foi o prêmio honorário ao mestre Ennio Morricone. Eles nem mencionaram A Batalha de Argel...
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Acho que essas são suficientes.

sábado, janeiro 13, 2007

Procura-se

Há algum tempo que isso aconteceu. Meus CD's, meus preciosos. Todos roubados. Eis a lista dos originais:
Acústico MTV Bandas Gaúchas
Arcade Fire - Funeral (recuperada cópia)
Arctic Monkeys - Whatever people say I'm thats what I'm not (recuperado)
Blur - The best of (recuperado)
Chico Buarque - Perfil
Concrete Blonde - Bloodletting
Concrete Blonde - Recolection
Faichecleres - Indecente, imoral e sem vergonha
Gomez - Bring it on
Nando Reis - MTV ao vivo
New Order - Waiting for the sirens' call
The Beatles - 1
The Strokes - Is this it
VR Summer (impossível de achar outro)
Um do Cazuza
Um do Jorge Ben Jor
Um do All Star DJ's (raridade)
Segue a lista dos gravados:
Aretha Franklin - Lady Soul (recuperado)
Cat Power - Uma seleção incrível minha (recuperado)
Damien Rice - O (recuperado)
Devo + Yeah Yeah Yeahs - Maps
Diana Krall - Vários (recuperado)
Kings of Convenience - Riot on an empty street (recuperado)
Madonna - Confessions on a dancefloor
Madonna - Várias Antigas (recuperado)
Mazzy Star - Among my swan (recuperado)
Mazzy Star - She hangs on brightly (recuperado)
The Killers - Hot Fuss (recuperado)
The Corrs - Várias (recuperado)
The Dresden Dolls - Várias
The Zombies - Várias
Vive la Féte - Grand Prix
Coletânea Sexy
Coletânea Alternativa
Bom, se você é meu amigo, ou amiga e ficou com dó de mim, colabore com a recuperação dessas preciosidades na minha vida. Juro que não precisam ser originais tá?

segunda-feira, setembro 11, 2006

Pensar de Menos

É, isso faz mal. Eu estou mesmo pensando de menos e isso não está sendo bom. Apesar disso, essa é uma situação comoda.
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Não quero ser mais uma adepta do comodismo. Preciso pensar em algo que mude a vida, mude o mundo. Pois é, o mundo. Desde hoje eu pensarei grande.
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A memória é algo em falta hoje em dia. É ela que nos move, que nos impulsiona a querer algo mais. A felicidade inebria e a ilusão dela nos faz esquecer de nossos propósitos. Eu estava e estou ainda um pouco entorpecida por essa droga. Não quero mais. Ops, eu quero ser feliz sim, mas não quero mais estar cega. Minha amnésia começou a ser curada hoje. O mais engraçado é que meu Wake up Call foi dado por coisas que eu já estava cansada de saber e de conhecer e de estudar.
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Fico pensando na nossa cultura comodista (que eu ajudei e ajudo a formar) e naquela cultura revolucionária de, não somente, maio de 68.
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Voltando a falar dos anos 60, até os estadunidenses tiveram uma boa idéia do que é fazer contra-cultura, porque nós não podemos?
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Por ora, é assim que eu termino.

quinta-feira, junho 15, 2006

A Copa Jornalística

O orgulho patriótico que aflora no peito do brasileiro nessa época de Copa do Mundo é normal, afinal a nossa seleção tem jogadores mais do que competentes, já fomos cinco vezes campeões e somos os favoritos do mundial. Apesar de tudo isso algumas pessoas já sentem o exagero verde-amarelo vindo por todos os lados.

Nas ruas a decoração parece ser a mesma; em qualquer ambiente de trabalho a pergunta é a mesma, como aquela conhecida: “você vai trabalhar nos dias de jogos do Brasil?”. Agora, o mais grave de tudo é que no jornalismo os temas discutidos também são os mesmos.

“Ah, mas nosso país pára diante desse evento tão esperado...”. Não, infelizmente ele não pára. Ladrões nas ruas continuam roubando, os que estão atrás das grades ainda falam em seus modernos celulares, aqueles do plenário não cessam com suas falcatruas, nos cinemas e teatros ainda há estréias e o brasileiro pobre tem sim que ir trabalhar.

O destaque que está sendo dado à competição esse ano está muito mais visível do que as edições passadas. A imprensa explora hoje uma gama infindável de informações futebolísticas, como as esposas dos jogadores, aquele que não foi escalado e os alemães tentando falar português.

Não estou dizendo que não se deve falar em Copa do Mundo. Isso é impossível até mesmo nos Estados Unidos, onde o futebol não é o esporte mais querido. Estou dizendo que nós, brasileiros, não devemos esquecer dos problemas que nos batem à porta. Temos que estar cientes que nossas vidas continuam. Lá na Alemanha eles ganham milhões para jogar e aqui podemos comemorar sabendo da distância certa entre a fantasia e o real.

sábado, abril 08, 2006

V de Conscientização

Eu pedi para o Tander não postar nada n’Os Fósforos antes de mim, mas na verdade eu nem sei por onde começar.

Ontem eu fui assistir “V For Vendetta”. Tenho que dizer que isso sim é a arte do cinema. Saí da sala sem poder dizer uma palavra. Ainda bem que fui sozinha.

Não sei se o que tirou minha fala foi a Natalie Portman, não sei se foi ouvir Cat Power na trilha ou se foi o contexto da história. É bem provável que tenha sido tudo isso junto. Com certeza foi.

A história se passa em Londres, em um tempo futuro e de totalitarismos. Meio a um governo neonazista surge V para vingar os males da sociedade com poesia e charme. Na tentativa de conscientizar o mundo de que povo não deve temer o seu governo e sim o contrário, ele ganha mais que uma aliada: Evey aprende seus ensinamentos e os adapta a sua vida.

As cenas de destruição são boas sem exageros, a fotografia é ótima e dá o clima de total escuridão. Das atuações eu também não tenho criticas. Tirando o fato de que a cena da Natalie tendo seu cabelo raspado ficou meio “novela de Manoel Carlos” mas isso aí faz parte do repertório brasileiro cheio de cultura de massa...

Um capítulo a parte, pra mim, foi a música. Cry me a River – Julie London abala, mas o que pegou mesmo foi escutar I Found a Reason – Cat Power. Foi emocionante, nunca achei que eu fosse escutá-la em um filme que não fosse meu. Além disso, é sempre bacana ver nosso país “reconhecido” quando toca a famigerada Garota de Ipanema e a Corcovado.

Quanto à adaptação, aí sim eu não tenho autoridade nenhuma pra falar, porque eu não li os quadrinhos. Mas eu andei lendo que os fãs do original não estão lá muito contentes... Azar o deles, porque o filme foi bombástico.

Ironias políticas que não são meras coincidências dão um tom de Michael Moore pra lá de bem aceito. E pra que está estudando jornalismo, a puta critica à imprensa e o seu poder em manipular o povo. Paguei um pau!

Adorei. Mais um filme para as minhas prateleiras!
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Ouvindo Agora
Cat Power - I Found A Reason
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Oh I do believe
In all the things you say
What comes is better than what came before
And you’d better come come, come come to me
Better come come, come come to me
Better run, run run, run run to me
Better come
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Oh I do believe
In all the things you say
What comes is better that what came before
And you’d better run run, run run to me
Better run, run run, run run to me
Better come, come come, come come to me
You’d better run

terça-feira, abril 04, 2006

Jovem Pan

Blá blá blá... Eu sei que faz um tempão, mas eu não estou mesmo muito afim de escrever.
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Só estou passando aqui hoje pra falar pra vocês entrarem AQUI. Nesse site vocês vão ver a videorreportagem feita na rádio pela minha amiga Carol Thomé, grande promessa do cinema de documentários no Brasil... e o mais legal é o making of... Acho que nem é tão legal assim para os que não são do grupinho da sala, mas... fuck of!

quinta-feira, março 16, 2006

Falando Sério...

Já faz um tempinho que o Xixa me indicou Arctic Monkeys. Eu ouvi sem parar. Parei e agora voltei viciada na faixa Mardy Bum.
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Ela é uma delícia. Minha favorita. Sem dúvidas.
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Ouvindo Agora
Arctic Monkeys - Mardy Bum
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Now then Mardy Bum
I see your frown and it's like looking down the barrel of a gun
And it goes off
And out come all these words
Oh there's a very pleasant side to you, a side I much prefer
It's one that laughs and jokes around
Remember cuddles in the kitchen, yeah, to get things off the ground
And it was up, up and away
Oh, but it's right hard to remember that, on a day like today
When you're all argumentative
And you've got the face on
.
Well now then Mardy Bum
Oh I'm in trouble again, aren't I?
I thought as much
Cause you turned over there
Pulling that silent disappointment face
The one that I can't bare
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Can't we laugh and joke around?
Remember cuddles in the kitchen, yeah, to get things off the ground
And it was up, up and away
Oh, but it's right hard to remember that, on a day like today
When you're all argumentative
And you've got the face on
.
Yeah I'm sorry I was late
Well I missed the train and then the traffic was a state
But I can't be arsed to carry on in this debate
That reoccurs, oh when you say I don't care
But of course I do, yeah I clearly do!
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So laugh and joke around
Remember cuddles in the kitchen, yeah, to get things off the ground
And it was up, up and away
Still it's right hard to remember that, on a day like today
When you're all argumentative
And you've got the face on
.
So cute. Isn't it?

Falando Nada Sério...

Tudo bem, eu ligo, você pode me zoar a vontade, mas eu assisti o programa da Luciana ontem. Cara, casquei o bico com a apresentação das Drag Queens!
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Uma delas merece minha atenção. Duas, na verdade. A primeira, eu não lembro o nome, mas ela imitou a Madonna com a apresentação de Hung Up. Meu, igualzinho. Fiquei chocada.
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A segunda é mais conhecida. O Léo Aquilla. Posto aqui a letra da música que ele "cantou". Fantástica...
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CAMALEOA
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O que é isso?
É homem? É mulher?
Que bicho é?
-Sou o que quiser ô zé mané!
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Sou uma menina; uma mulher; sou a patroa, meio leão, meio leoa.
Meu nome é Léo, camaleoa.
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Sou um animal que faço e tô em extinção,
mas sobrevivo com a força do coração,
a força do cabelão,
a força da leoa,
camaleão, camaleoa.
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Eu tô dançando, eu tô curtindo eu tô numa boa,
meu nome Léo,
sou uma leoa,
camaleoa.
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Please, eu não consegui pegar a música, se alguém achar, me passa.
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Questão de vida ou morte! Mais que os baked beans, Tander!!!