sexta-feira, janeiro 27, 2006

Quando o que dá errado é o certo...

O primeiro dia foi assim. Aparentemente deu errado, mas não poderia ter sido diferente.
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Chegar na praia foi tranquilo, difícil mesmo foi achar um lugar para ficar. E não achamos. Não para aquela noite. O lugar que ficamos estava abaixo dos nossos narizes desde o começo da viagem... Dormir no carro não é uma coisa para fracos!
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Até que conseguimos um lugar para ficar, mas só apartir do dia seguinte. Conseguimos um lugarzinho legal e fomos procurar alguma coisa para aquele noite. Antes passamos no centro. Jantamos. Comemos um filet de peixe com molho de camarão. Hummm. Estava uma delícia!
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Depois, uma passadinha no píer... Ah, como eu queria uma cama. De volta ao carro, nós rodamos, rodamos e rodamos. Todos os lugares lotados e o motel (sim, nós tentamos um motel) era uma fortuna para um período de 3 horas (tem que ser muito rápido hein)... Vê se pode!
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Voltamos pra frente da nossa futura casa (e eu tenho que confessar que eu estava bem nervosa) e ficamos por lá. Não dormimos quase nada, mas estávamos um ao lado do outro...

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Diário de Bordo

Nos próximos dias eu escreverei sobre uma viagem. Uma ida ao paraíso. Durante 9 dias ela estava bem acompanhada. E com certeza seguirão juntos por mais muitos e muitos dias.

domingo, dezembro 18, 2005

Chupado

Eu cansei.
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Hoje eu cansei. Não de escrever. Cansei de ser tonta. Vou postar aqui um texto da Clarah Averbuck. Eu li três textos que me deixaram embasbacada, mas postarei um só. Os outros dois são mais passionais. Não quero mais ser passional. Quero ser nada. Nada, nada, nada.
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Eu, você e a Pangea rachada
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Nunca mais vou acreditar em uma palavra saída desses seus dedos sujos, sejam elas roubadas ou aquelas de espuma branca que só você sabe fazer. Nunca mais.
Nunca mais quero ouvir a sua voz, te ver, te ler, te lembrar. Nunca mais quero ser sua amiga e ouvir o amargor de menino cristão, nunca mais quero te dar ombro quando você disser que está sem amor. Não quero, não quero, não vou.
Nunca mais, nunca mais, nunca mais.
Não mais amantes há tempos, agora, não mais amigos, não mais nada, nada, não.
Nunca mais vou ter paz. Não existe paz, só meu cérebro fervilhando, entrando em erupção por cada fio de cabelo, cada poro, cada gota de suor.
E só você me entendia.
Ou fingia entender.
Ou eu, idiota, inventei que você me entendia porque tinha inventado tudo sem saber sobre a cordinha na sua mão.
A maior invenção do mundo até me puxar descarga abaixo.
Não vou te mandar me esquecer porque você já esqueceu.
Não vou te mandar sumir porque você já sumiu, sem adeus, sem uma carta, aviso prévio, bilhete suicida. Nada, simplesmente sumiu no silêncio do telefone mudo.
Eu já sabia.
E o pior, querido, é que você entendeu tudo errado.
Puxa a descarga mais uma vez, puxa com força e enfia sua cabeça lá dentro, deixa a água correr e tenta entender direito na próxima vez.
Você só perde.
Azar. Seu, meu, do resto do mundo.
Eu já sabia.
Você estraga tudo, tudo, tudo.
Obrigada por estragar tudo.
De novo. Do mesmo jeito covarde, aquele silêncio mentiroso que mata. Não saber mata. O silêncio é uma espécie de mentira. Prefiro um tiro no peito, o sangue jorrando e o mundo se esvaindo do que a dúvida me corroendo.
Mas foda-se.
Não quero mais brincar com você. Nunca mais. Devolve minha bola, meus brinquedos, meus livros, meus discos e minha pulseira de dadinhos que eu esqueci na sua casa da última vez, antes da Pangea rachar.
Ainda bem que essa foi a última vez que eu tinha pra te dar.

quinta-feira, dezembro 15, 2005

É sempre amor mesmo que acabe...

Eu estava bem. Estava me recuperando. Com saudade, mas me recuperando. Hoje eu recaí.
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No abraço dele eu sinto uma pontinha de esperança, mas nos olhos e nas atitudes não. Não me sinto bem. Queria tanto que ele fosse meu de novo e acho que isso não é mais possível.
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Uma música toca sem parar no meu winamp. Eu não queria que fosse assim, mas isso é tudo que eu posso esperar...
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Ouvindo Agora
Mesmo que Mude - Bidê ou Balde
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Ela vai mudar
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou
Pelo jeito não descarta uma nova paixão
Mas espera que ele ligue a qualquer hora
Para conversar
Perguntar se é tarde pra ligar
Dizer que pensou nela, que estava com saudade
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Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor mesmo que acabe
Com ela aonde quer que esteja
É sempre amor mesmo que mude
É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou
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Ele vai mudar
Escolher um jeito novo de dizer alô
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
Que aprenda a esquecer sua velha paixão
Mas evita ir até o telefone
Para conversar
Pois é muito tarde pra ligar
Tem pensado nela, estava com saudade
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Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor mesmo que mude
É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou
.
Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela,
Ela tem saudade
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Mesmo sem ter esquecido que
É sempre amor mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor mesmo que mude
É sempre amor mesmo que alguém esqueça o que passou

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Apelo

Nessas situações, a música dos mestres vem a minha mente...
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Só que eu não lembro o nome... João Gilberto...
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O meu coração apaixonado
De sofrer vive abafado
Sem saber porque.
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Reclama,
Coitadinho, tão baixinho
Que às vezes penso até
Que ele vai parar.
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Tudo foi por causa de alguém
Que sem ter razão me fez chorar de dor.
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Não chore coração amargurado,
Esquece seu passado
Arranje outro amor.

Fica Comigo...

Por que tudo muda tão rápido na minha vida? Tudo não, só os bons momentos. Os de tristeza parecem ser eternos.
A última vez que eu escrevi, há quase uma semana, eu era a pessoa mais feliz do mundo. Aparentemente só eu era, você não.
Doce outubro, doce novembro. Mas acabou. E eu que pensava que doce seria o resto da minha vida ao seu lado. Sim, eu acredito (ainda) em finais felizes.
Aquele dia eu corria e ria na chuva e junto a ti. Hoje eu deito na minha cama e tento ser forte e conter as lágrimas porque estou sem você. Terei que aprender? Eu não quero.
Não é justo! Se você gosta de mim como me disse, por que não continuamos juntos? Me deixa ser o lado fraco. Me equilibre com o seu lado racional. Faremos como na história dos dois anjos que só tinham uma asa cada. Abraçados, e somente abraçados eles conseguiam voar.
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Fica comigo.
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Dentro das nossas cabeças sempre haverá problemas dos mais diversos tipos, não deixe que eles realmente tomem sua vida inteira.
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Fica comigo.
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Essa, provavelmente, é a minha última tentativa desesperada, Talvez um dia eu me acostume com a idéia de não ser mais sua. Talvez. Por enquanto só consigo pedir: fica comigo...
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Dia 6 faríamos dois meses juntos. Dois meses que se passaram desde aquela noite de surpresas incríveis e inesquecíveis...

segunda-feira, novembro 28, 2005

12.24am

Como faz tempo que eu não mexo aqui... Pra ser sincera, não senti muita falta. É a felicidade. Ela que deveria inspirar muito mais que a tristeza... Deveria? Bom, eu não sei.
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Quarta passada eu fui na Galeria do Rock pela primeira vez. Fui com o Motivo da minha abstinência de palavras escritas. Só ele mesmo paea me dar uma canseira daquelas: metrô, andar a pé, mais metrô apertado e, no final, chuva. Ah! Isso foi uma delícia, a chuva. Mas bem nessa hora ele quis correr. Ah! Eu queria tomar chuva. Hahaha!
Voltando... Lá na Galeraia algo me chamou a atenção e não foi um tênis, ou um coturno, ou um CD. Foi um livro. Eu já havia ouvido falar nela, mas nunca havia lido nada dela. Comprei. "Das Coisas Esquecidas Atrás da Estante", Clarah Averbuck. E eu nem sabia que ela era (é?) uma figurinha do mundinho Funhouse. (Como eu sou desinformada.)
O fato é que ela me (re)mostrou que escrever é bom sempre. Ela me fez (re)notar os parágrafos me dando tchuzinhos tímidos a espera de serem colocados da ponta do meu lápis para a folha do caderno.
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- Que tudo! -
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Se eu disser que escreverei sempre, estarei mentindo. Principalmente porque amanhã eu dixarei de ser uma desempregada para ser uma empregada temporária do varejo (por enquanto). Exemplos me mostram o quanto essa área pode consumir uma pessoa, e não é pouco não! Mesmo assim não vejo a hora de começar. Terei meu próprio dinheiro de novo. E ficarei mais perto do babyinho (rsrsrsrs). - Perfeito! -
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Bah, Eu sei que já devo ter dito isso um punhado de vezes, mas vou repetir: eu tentarei!
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12.53am

terça-feira, outubro 25, 2005

Dívida

Estou devendo. Eu sei. Estou preparando um conto. Uma história nova. Algo que me tire da rotina...

Logo mais. Espere. Não desista do meu blog!!!

segunda-feira, outubro 10, 2005

Sincera...

Ouvindo Agora
Cachorro Grande - Sinceramente
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Sinceramente você pode se abrir comigo
Honestamente eu só quero te dizer
Que acertei meu pulo quando te encontrei
Eu acertei
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Eu sei a palavra que você deseja escutar
Você é o segredo que eu vou desvendar
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Você acertou o pulo quando me encontrou
Acertou o pulo quando me encontrou
Então o nosso mundo girou
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Você ficou e a noite veio
Nos trazer a escuridão
E aí então
Eu abri meu coração
Por que nada é em vão
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Gostei do seu charme e do seu groove
Gostei do jeito como rola com você
Gostei do seu papo e do seu perfume
Gostei do jeito com eu rolo com você

Acho que eu lembro...

Acabei de ter esse sonho. Ele não me sai da cabeça. Para tentar descobrir o que ele significa vou aprisioná-lo.
Sonhei com “ele”, que em um minuto passou a ser o outro e em segundos, outro e depois voltou a ser “ele”.
Acho que dançávamos. Felizes. Por algum motivo acho que não podíamos nos beijar. Já não tenho certeza de mais nada.
Tinha uma garota chata. Ela nos olhava. Ela tinha inveja. Quem era ela? Não sei, nunca a vi. Eu tinha raiva de seus olhos em nossa pele. Queria fazer alguma coisa, queria falar alguma coisa. Mas não podia fazer nada. Acho que eu não podia fazer nada, mas eu fiz. Um soco. Lindo. (é, era sonho mesmo.) Do tipo do soco que eu queria mesmo saber dar. Ela caiu. Todos os seguranças procuravam por um agressor. E me pararam. Me deixaram ir. Eu não tinha cara de ser uma pessoa agressiva. Mas eu fui.
Eu saí daquele lugar. “Ele” me encontrou no carro. Nós fomos embora e passamos por ruas nas quais eu nunca estive, uma cidade diferente, futurista talvez. Disso eu me lembro. Era um lugar diferente de tudo.
Agora só há flashes na minha cabeça. Me vejo com “ele” ou com o outro. Ou o outro. Nos vejo abraçados. Sensação boa. Não sei se posso dizer que houve algum momento erótico nesse sonho, não me lembro. Mas a sensação é boa.
... mas continuavam me procurando. Quem era aquela menina? Havia uma perseguição. Eu me vejo deitada em banco de trás de um carro. O dele. “Ele” me protegia. Eu vejo o rosto dos que me procuravam, eu não os conheço. Eles não podiam me ver ali. Mas, por alguma razão, havia uma espécie de radar que me denunciou, mas meu querido acelerou. Hollywood. Helicópteros (!).
Chega, eu me rendi! “Foi só um soco” – eu disse. ‘Ãh? OK então” – os desconhecidos disseram. Pronto. Esclarecido. Ou não. Eu não me lembro bem.
E ele, aonde estava? Não sei. Não o vi mais. Acho que acordei...

quarta-feira, setembro 21, 2005

Um Presente Para Minha Alma

Que eu sou uma pessoa completamente psicótica e obsessiva, muitos dos que me conhecem sabem. Ontem eu achei um doido como eu. Ganhei um presente da Professora Regiane Caminni. Uma crônica. Uma crônica simplesmente fantástica. Uma crônica que retrata minha cabeça, meus pensamentos, minha vida... Peço licença ao autor e aqui, no meu espaço, a posto.

De Gonzaga para Marília
Paulo Mendes Campos
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Era uma vez, Marília, um homem que não podia esquecer, nem esconder bem escondido, um nome de mulher. Era um homem doido por essa mulher. Por isso, não podia esquecer, nem esconder-lhe bem escondido, o nome. E como ele precisasse escrever de vez em quando o nome dela, passou a fazê-lo em pedaços de papel, mas entre aspas disfarçadas, como se fosse o nome de qualquer edifício, ou dum navio. Depois, Marília, começou a usar cedilhas impertinentes, acentos impróprios, barbaridades ortográficas, inversões de letras, interrogações patéticas, reticências dubidativas... Mas, ça va de soi, Marília, não bastava, e ele costurou o nome por entre o forro do casaco. Sim, costurou. Mas o nome começou a reluzir por toda parte: no teatro, nas páginas do crime, nas colunas sociais, nos letreiros de cinema, nos artigos de perfumaria, nas latas de conservas...
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O homem doido por uma mulher estava, Marília, ficando era doido de todo. Pelo menos, era o que diziam os vizinhos e os colegas.
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E ele continuava a esconder o nome dela. Mas, se o escondia nas calhas, as chuvas cantantes o expulsavam; se o ocultava no espelho do banheiro, com sabão de barba, vinham olhos indiscretos espreitar na fechadura; no seu coração, ah, seu coração era como porta giratória, por onde todos entravam e saíam, sem dar a mínima.
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Marília, o homem teve uma idéia: escondeu uma letra do nome dela na areia de Copacabana, outra na estação do Rocha, outra em Del Castilho, num tronco de goiabeira, outra no lodo duma piscina em Friburgo, outra num programa de cinema, outra no belvedere de Dona Marta, de onde se avista o Rio todo com assombro, Marília. Mas os ventos da cidade juntaram os fragmentos, e um avião no céu escreveu todo o nome com uma fumaça linda, e a televisão lançou um novo chocolate com o nome. Com o nome dela: Marília! Ele passou a ficar mais cauteloso. Só lhe escrevia o nome ao revés, nos banheiros sombrios dos quartos de hotel, no meio da noite, com um cigarro aceso, se por perto não passava ninguém.
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Ih, numa linda manhã, o nome apareceu escrito na testa mesmo do homem, com as letras todas lá, fluorescentes, como um posto de gasolina na beira da estrada. 0 homem saiu correndo muito tempo, para muito longe, e chorou demais, e esfregou a testa, primeiro com areia, depois com seixos miúdos, depois até com cascalho grosso, e só voltou para casa um pouco antes do amanhecer pálido, pálido, sem um dedo de pele na testa. Mas dessa vez ele dormiu, de tão cansado e triste, e nem sonhou.
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No dia seguinte, Marília, sabe o que aconteceu? Quando ele sentou na cadeira do barbeiro, o nome estava de novo na cara, agora escrito em cima do lábio, como um bigode maluco. Para esconder o nome, ele deixou crescer um bigode de verdade, como o bigode de seu avô lisboeta. Quase três semanas descansou. Ao fim desse tempo, horrorizado, viu, viu que a sua mão não lhe obedecia mais, desandando a escrever o nome dela em todos os lugares, no dinheiro que recebia mensalmente no guichê, n'O Globo, nas folhas das amendoeiras, nos maços de cigarro, nos cartões de chope, nas toalhas manchadas de restaurante da cidade, nas passagens aéreas de Brasília, nos despachos que enviava à consideração superior. Ele era doido pela mulher, Marília, e tinha medo. Então, ele cavou um buraco bem fundo no fundo do quintal e lá dentro enterrou o nome. Depois rezou. Mas a terra começou a bater de leve como se lá dentro pulasse ainda um gato vivo. 0 bicho não queria morrer, Marília. E o pobre homem, suando frio, nas noites mais longas, ficava jurando que não sabia o nome dela, que tinha se esquecido, que não sabia, jurava que não sabia, nunca mais. Mas o nome, doido, vivido, revivido, partido em pedacinhos, corroído em ácido, queimado no fogo, afogado no mar alto, o nome renascia, pulsava, brotava, respirava, ardia, ressoava, mexia, o nome. E às quatro horas duma segunda-feira, quando ele batia com dois dedos na máquina um expediente, o nome começou a gritar, todo articulado em sua boca, com suas vogais suaves como o leite, com suas consoantes guturais e fricativas, o nome. Foi-lhe concedida uma licença especial para tratamento de saúde, é claro, e o homem embarcou para Buenos Aires a fim de espairecer, ver se olvidava. Em Buenos Aires, no Palermo Chico, apanhou uma bruta pneumonia e teve febre de quarenta, tomou penicilina, quase morreu de choque anafilático, mas não morreu. Ficou bom, bonzinho. Chegou a namorar a enfermeira, à qual costumava dizer, brincando: "Hay momentos en que no sé lo que me pasa." Depois voltou para o Brasil, reassumiu suas funções, até o chefe veio cumprimentá-lo, e esqueceu completamente o nome.
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Só que às vezes ele ainda se lembra.

segunda-feira, setembro 19, 2005

Morrer é Assim

Nervosismo
Tremedeira
Coração Acelerado
Pés Inquietos
Caneta que Balança sem Cessar
Olhos que Correm
Respiração Ofegante
Estômago Virado
Vontade de Vomitar
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Sinto um enfarto ao meu lado, rindo de mim. Ele espera um suspiro pra parar meu coração. Meu pobre coraçãozinho...

quarta-feira, setembro 14, 2005

23/10/2005

Essa é A data.
Strokes (e outros) está na mão!
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Pena que o governo me sabotou. Fui "sorteada" pra trabalhar nesse maldito plebicito do desarmamento... Mas, pra tudo dá-se um jeito!
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Isabella e datas: uma combinação que quase sempre dá errado... Obrigada Tander!

terça-feira, setembro 06, 2005

Cabe Aqui.

A Uma Passante

A rua ensurdecedora ao redor de mim agoniza.
Longa, delgada, em grande luto, dor majestosa,
Uma mulher passa, de uma mão faustosa,
Soerguendo-se, balançando o festão e a bainha;
Ágil e nobre, com sua perna de estátua.
Eu, embevecido, inquieto como um extravagante,
Em seus olhos, o céu lívido onde se oculta o furacão,
A doçura que fascina e o prazer que destrói.
Um clarão... Depois a noite! - Beleza fugidia
Cujo olhar me faz subitamente renascer,
Não te verei senão na eternidade?
Alhures; bem longe daqui! Muito tarde! Jamais talvez!
Pois ignoro onde tu foste, tu não sabes aonde vou,
Ah se eu a amasse, ah se eu a conhecesse!

Charles Baudelaire

segunda-feira, setembro 05, 2005

Quase Como Num Filme...

Eu sei que ficou grande, mas, modéstia a parte, ficou bonitinha a short story...

Pasteurizada
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Ela não sabia quem ele era quando o viu. Não sabia o seu nome. Ela só sentiu que seria especial.
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Foi em uma festa num lugar bacana. Ela estava indo para o banheiro, ele para pista. Seus olhos se cruzaram simultânea e intensamente. Não importou quantas pessoas entraram entre eles, eles continuaram a procurar um pelo o outro. Ela sentiu, ele também. Ela o queria, ele a queria. E, mais tarde pensou com sua amiga: “ele tem cara de famoso, deve ser da banda tal, será?”. Ela sentia o olhar dele e quando o achava, ele estava realmente olhando. Mas... Cinderella tinha que partir. Ela não viraria abóbora se não fosse, mas estava cansada demais e foi. Foi sem falar com aquele cara misterioso.
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Em casa ela pesquisou e não encontrou. Ele não era da banda. E agora? Como iria encontrá-lo? Ela nunca mais o veria. Mas porque ela sentia que aquilo não estava certo? Alguns dias depois ela soube.
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Sua amiga perdeu o emprego numa segunda-feira e na quarta conseguiu um freela pra atender em uma casa durante o show de uma cantora adorada pelos adolescentes. Depois do show de sexta, a amiga liga pra Cinderella: “lembra daquele cara misterioso? Acho que ele É SIM da banda tal, não deu pra ver direito, mas é quase certeza, se você quiser vem amanhã, vai rolar o show de novo, aí você vê com seus próprios olhos”.
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Sábado chegou rápido e a menina ainda não sabia se iria ao show. Não fez nada o dia inteiro. Jantou com sua mãe e foi tomar banho. Ela não pretendia demorar, mas demorou. Quando viu já eram 8.20 da noite e sua amiga havia dito que o show começaria às 9 horas. Ela então decidiu que iria e correu. Trocou de roupa umas 20 vezes em busca do traje perfeito. Optou pelo simples, sem maquiagem, mesmo assim estava linda. Estava ansiosa e feliz.
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Ela correu.
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Chegou e ufa! O show não havia começado. Sua amiga estava no bar, trabalhando e ela ficou esperando, esperando e esperando. Eles estavam muito atrasados. Até que... Eles entraram. Era ele. E ele era o baixista. Ela riu sozinha. Gargalhou. Viveu um sentimento de primeiridade total. Descrever tudo aquilo seria impossível.
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Ela dançou e dançou. Ele a viu. Ela podia sentir os olhos dele nela, como daquela vez. Ela nem conhecia direito a banda tal. Só sabia que eles eram grandes. Do seu lado estava um garoto, ela puxou assunto. Ele também tinha ido ao show só por causa daquela banda. Então ela perguntou: “você sabe o nome do baixista?”. E não, ele não sabia, afinal o baixista era novo na banda (e então ela entendeu porque não o achou em suas pesquisas falhas). Ela decidiu tentar o camarim, ela poderia usar o fato de que ela e a banda tinham amigos em comum.
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Acabado o show ela foi pra porta do concorrido camarim. Conheceu mais três meninas loucas pela banda e elas puderam lhe dar a informação tão preciosa. Ele se chamava Ilusão. A garota ficou esperando aparecer alguém até que o guitarrista apareceu. Ela falou com ele que foi muito legal. Ele voltou pra dentro e algum tempo depois ela vê quem mais queria. Ilusão foi chamado pelas três meninas, mas olhou pra ela, e ela riu.
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Seu coração batia rápido, e ele foi falar com ela. Ele disse que lembrava dela naquele lugar bacana. Que queria ter ido falar com ela, mas que estava bêbado e ficou com medo de falar algo idiota. Ela estava passada. Eles conversaram e sem saber, ela já estava apaixonada. Combinaram de se encontrar depois do show. Ele pegou seu telefone. Ela esperou a amiga sair do trabalho e quando essa saiu, Cinderella falou com Ilusão que disse pra ela ir para o boteco X, que ele estaria lá em alguns minutos. Ela e sua amiga foram.
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Chegaram e alguns minutos depois ele chegou e sentou ao seu lado. Um suspiro - e mais uma sensação que não poderia ser descrita. E eles conversaram mais. Ele pediu pra ela ir pra casa dele. Eles já estavam de mãos dadas. Ela não podia ir, não queria parecer uma groupie qualquer, ela se sentia diferente dessa vez, queria que aquilo desse certo, afinal o destino tinha colaborado com tudo. Ela não estava lá por causa da fama dele. Ela estava ali porque queria conhecer a pessoa que ele é. Mas ela não podia ir. Além disso, ela ficara de levar sua amiga em casa. Mas ele a convenceu. Não tinha como ela negar. Era lógico que ela QUERIA ir. Então foram os dois, Cinderella e Ilusão, levar a amiga em casa e depois voltaram para casa dele.
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Mágico pode descrever quase nada do que foi aquilo tudo para aquela menina. Eles chegaram em casa mais ou menos umas 6.30 da manhã. Ficaram juntos, bem juntos até quase 6 da tarde, dormindo, juntos. Tudo pareceu tão natural, tão perfeito. Ao acordar ficou olhando ele dormir. Ela adorou olhá-lo dormindo, ele parecia um anjo. Mas ela precisava ir para casa e foi. Eles fizeram planos de lugares que iriam juntos no futuro. Para ela, eles pareciam certos um para o outro. Mas, ela teve que ir embora.
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Chegou na sua casa trêmula, feliz, feliz, feliz demais. Tão feliz que ao contar pra um amigo, chorou de felicidade. Ela contou como foi linda a sensação de perceber que ele a enxergou do palco, como ele a olhou da mesma forma, que parecia tão intensa, que a olhara naquele lugar bacana. A parte do olhar foi a mais perfeita, a mais marcante, mas na verdade ela não sabe se foi tão fantástica quanto a parte da história que ele virou para o outro lado da cama e puxou o braço dela para então dormirem abraçados. Foi tudo o máximo. Foi tudo como tudo é e deve ser em um sonho. Pasteurizada. Seja lá o que significar isso, ela se sentia pasteurizada.
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E agora, passadas 24 horas de quando ela chegou em sua casa, pensando, ela vê o quanto essa perfeição foi “momentânea”. Continua tudo lindo, ela já se percebe apaixonada. Mas ela percebe também que tudo isso, infelizmente, SERÁ SÓ MAIS UMA HISTÓRIA PARA SER CONTADA.

domingo, agosto 28, 2005

Minha Memória Triste

Em um programa de televisão eu ouvi a pergunta “qual a música que faz você se lembrar do seu primeiro amor?”. Não hesitei, a minha música é “Don’t Cry” do Guns N’ Roses. É essa a música que não me deixa esquecer aquele que foi o dono do meu primeiro beijo. E é dessa lembrança que eu vou falar agora.

Nem me lembro quando foi, mas não esqueço como foi. Era a festa de aniversário de uma amiga minha, a Ana Carolina. Eu devia ser a mais velha da festa, a Ana é um ou dois anos mais nova do que eu e assim eram os colegas dela da escola. Eu cheguei na festa, vi aquele menino e perguntei pra ela quem era: “o Lelê, Alexandre”, e eu falei que ele era bonitinho. Querendo que ela falasse com ele eu pedi que não dissesse nada (!) e isso foi o suficiente.

A brincadeira era aquela “beijo, abraço ou aperto de mão” e era minha vez de escolher. Eu combinei com a Ana que era pra ela apertar meus olhos quando ela estivesse apontando pro Lelê, e assim foi. Mas eu era bobinha (sim, eu já fui bobinha), eu escolhi o abraço e a decepcionei! E eu tive minha vingança...

Agora era a vez dele escolher e a mesma tramóia minha com minha amiga foi a dele com ela. E, lógico, ele não escolheu o abraço, ele escolheu o beijo. Eu morri de vergonha. Foi tudo como eu imaginei, exceto que a festa inteira estava prestando atenção. O beijo durou alguns segundos até que eu o empurrei e saí andando.

Passada a seção das brincadeirinhas, começou a hora mais legal: o bailinho. Os CD’s escolhidos eram do Guns, aquele amarelo e o azul. Eis que soa “Don’t Cry”, e o Alexandre me chama pra dançar. Dançamos durante toda a música, durante “November Rain” e durante “Patience”. Foi demais e lógico que nós ficamos. Era época de dar aqueles beijos homéricos que duram por minutos, acho que todos passam por isso, e a memória que fica é incrível!

Depois dessa festa demorou muito para que eu encontrasse o Lelê de novo, mas nos falávamos sempre. Tínhamos aquelas intermináveis conversas no telefone, com direito a “desliga você vai – Não, desliga você”. Mas do nada eu desencanava e ficava um tempão sem ligar pra ele e nem ele pra mim, até que batia a saudade e um ou outro ligava. Acho que a gente ficou, no máximo, umas quatro vezes, e todas tiveram um espaço de tempo grande entre elas. Mas nossos telefonemas eram os melhores, os mais românticos e os mais sinceros.

Em uma das nossas últimas conversas, nós fizemos uma promessa. Aquela básica “quando eu fizer 28 anos e você 26, se estivermos solteiros, a gente casa”. E eu sei que isso aconteceria com a gente se não fosse o que aconteceu algum tempo mais tarde...

Ah Lelê, você foi embora tão cedo. Deixou-me aqui tão triste sem a esperança de um dia ser só sua, não pelo telefone, nem em uma vez a cada ano, mas sim ser sua para sempre... Deixou pra trás só aquelas três músicas que me fazem chorar ao lembrar. Deixou em mim só a lembrança de um beijo que nem o gosto eu sinto mais.

sexta-feira, agosto 26, 2005

O Cassino

Sim sim, o lugar é incrivelmente bom decorado. As cortinas de veludo vermelhas que cobrem as paredes de cima a baixo dão aquele ar de cabaret, as fichas de bebida são fichas de jogos de cassino, o cartão da chapelaria é uma carta de baralho e o barman é a cara do Dustin Hoffman! Esse é o Vegas, baladinha que já foi bem falada na Veja, na Playboy e em vários outros meios de divulgação.
Acho que eu dei azar. Ou todos os dias são assim? O lugar estava lotado. O show não poderia ser de ninguém menos do que dos meus queridos Faichecleres e eu nem pude dançar direito. Tinha um pessoal sem noção, completamente nada a ver com a festa Mod Generation do Alberto, mas também, a casa foi muuuito bem divulgada. Mauricinhos e Patricinhas (uma até com um chapéu a la novela América) deram seus plantões, mas tudo bem, diversidade até que não é ruim (principalmente para os donos da casa que devem estar bem felizes com a bem aceitação).
O show foi bem legal. O Giovanni (baixista) tava tocando tanto que a ponte do baixo dele simplesmente saiu, quebrou, se despedaçou e ele teve que pegar emprestado o baixo da banda que viria a seguir (e eu não vi por causa da falta de espaço para eu dar meu show à parte), o Laboratório SP. O Marcos fez um solo de guitarra que foi lindo, ele e sua também linda Gibson vermelha... O Tuba, bom, o Tuba é sempre fantástico com sua performance doida!!

Mudando bastante de estilo, hoje tem techno no lov.e com o Marco Carola. Fazia tempo que eu não me empolgava com uma balada como estou empolgada pra hoje! É dia de causar muuuito!

Boa balada para todos!

domingo, agosto 21, 2005

A minha cara...

Ouvindo Agora
Handle Me With Care - The Now Time Delegation
x
I’m giving you
My life to share
Please handle it with care
I really mean it, boy
I’m depending on you
Please don’t do me
Like some other boys do
Taking for granted
The love I show
And walking out my life
To leave me all alone
x
Handle me with care
That’s all I’m asking baby
x
There’re some guys I know
They don’t really care, no
Talking loud and being proud, no
You can find that anywhere
But what I need baby
You can truely give
Lets stop doing on thing baby
And don’t stand still
Cuz you got me,
And, oh baby, ah I need you
x
So this is all
This is all
This is all I ask of you
x
Oh baby, handle me with care
Handle me with care
That’s all I’m asking baby
Handle me with care...

Sem Título

Queria escrever uma poesia
E nela colocar todas as minhas perguntas
Queria escrever uma poesia
E nela demonstar toda minha dor

Mas eu não conheço essas perguntas
Nem sei dizer a intensidade dessa dor
Mesmo assim escrevo a poesia
Sem perguntas, mas com dor.

Perguntas (?)

Hoje eu acordei não muito bem. Apesar de ter vivido uma sexta feira incrivelmente excitante, eu me sinto triste. Eu sofro inflências das pessoas e algumas delas têm um poder imensurável de me deixar radiante ou completamente infeliz. O pior é que eu vou de um extremo ao outro em questão de uma palavra.
Não sei o que fazer. Eu me perco e não sei como agir. Não devo fazer o que me dá vontade, todos dizem que é contra as regras do jogo expor os sentimentos, quem o faz nunca ganha.
É uma pena. A única coisa que eu sei fazer é expor o que eu sinto. Não sei jogar. Na verdade eu não gosto de jogar.
Algum dia eu poderei ganhar desse jeito?
Algum dia eu poderei ganhar sem ter que fingir ser o que eu não sou? Algum dia eu poderei ganhar sendo eu mesma?

Perguntas, perguntas. Eu tenho tantas na minha cabeça, mas nenhuma resposta até agora. Alguém se habilita?